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Quarta onda do RH: o que é, como surgiu e o que muda na gestão de pessoas
Por Cecilia Alberigi em
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Mais do que definir roupas, o dress code impacta cultura, diversidade, segurança e imagem corporativa. Entenda os tipos de dress code, aspectos legais e como o RH deve estruturar essa política.
Dress code corporativo é o conjunto de normas e diretrizes que define como os colaboradores devem se vestir no ambiente de trabalho.
Ele varia de acordo com a cultura da empresa, o setor de atuação e o tipo de função, podendo ir do traje formal, com terno, gravata e peças de alfaiataria, ao casual, com jeans e camiseta, passando por categorias intermediárias como business casual e smart casual.
Mas escolher entre camisa social e camiseta é só uma parte dessa conversa.
Para o RH, a política de dress code na empresa também envolve cultura organizacional, comunicação, diversidade, segurança e até a imagem que a empresa deseja transmitir para colaboradores e clientes.
Ou seja, ela não deve simplesmente listar roupas permitidas e proibidas. Ela precisa fazer sentido para a realidade da empresa e, principalmente, para as pessoas que trabalham nela.
Neste texto, você entenderá o que é o código de vestimenta, seus diversos tipos, a previsão legal e como comunicar o dress code para os colaboradores.
O dress code corporativo é uma orientação sobre como as pessoas devem se vestir em determinado ambiente profissional. A política pode estabelecer desde regras bastante específicas até recomendações mais flexíveis, dependendo da cultura, das atividades realizadas e do contato dos colaboradores com clientes ou público externo.
Definir um código de vestimentas é importante por vários motivos, pois ele pode apresentar objetivos diferentes, como:
Há ainda organizações que praticamente eliminaram as regras de vestimenta como forma de valorizar autonomia, conforto e expressão individual.
Ou seja: não existe um código ideal para todas as empresas.
Um escritório de advocacia que recebe clientes diariamente pode ter necessidades bem diferentes das de uma startup de tecnologia em trabalho híbrido, por exemplo.
O importante é que a escolha esteja conectada ao ambiente real de trabalho, e não apenas ao famoso “sempre foi assim”.
Nos últimos anos, a discussão sobre como definir o dress code na empresa ganhou ainda mais espaço.
Trabalho remoto e híbrido, mudanças nas expectativas dos profissionais, novas gerações no mercado e a importância do employer branding fizeram muitas empresas repensarem regras criadas para uma realidade que já mudou.
Nesse cenário, cabe ao RH avaliar se a política atual ainda ajuda a empresa ou apenas ocupa algumas páginas esquecidas do manual do colaborador.
Os tipos de dress code corporativo vão do business formal, mais rígido, ao no dress code, no qual praticamente não existem regras formais de vestimenta. Entre os dois extremos estão business professional, business casual, smart casual e casual.
Entender essas diferenças ajuda tanto quem precisa criar a política quanto quem só quer descobrir o que vestir na segunda-feira.

É o dress code formal e mais rigoroso.
Costuma aparecer em ambientes como advocacia, mercado financeiro, grandes corporações e situações que exigem alto grau de formalidade, como reuniões executivas e determinados eventos institucionais.
O business professional fica um pequeno degrau abaixo do dress code formal. A aparência continua profissional e estruturada, mas existe mais liberdade para cores, cortes e combinações.
É uma alternativa para empresas que desejam preservar uma imagem corporativa sem exigir o nível máximo de formalidade todos os dias.
O business casual combina profissionalismo e conforto. É comum em escritórios corporativos modernos e funções com contato frequente com clientes.
O jeans costuma ficar de fora das interpretações mais tradicionais do business casual, embora cada empresa possa estabelecer seus próprios critérios.
E vale uma atenção para o nome: ter “casual” no título não significa que qualquer roupa casual automaticamente entrou para a lista.
O smart casual é mais descontraído que o business casual, mas ainda espera uma aparência organizada.
Esse dress code aparece bastante em startups, agências, empresas de tecnologia e ambientes criativos.
A lógica é simples: conforto, sim. Roupa de sofá em plena reunião importante, talvez não.
No dress code casual, as roupas do cotidiano entram no ambiente profissional com muito mais liberdade, mas não significa necessariamente ausência total de critérios.
A empresa pode determinar algumas restrições relacionadas à segurança, respeito no ambiente profissional, exposição de mensagens ofensivas ou situações específicas de atendimento a clientes.
Também é daqui que vem o famoso casual friday, adotado por algumas empresas que mantêm códigos mais formais durante o restante da semana.
Abaixo do dress code casual, temos o chamado no dress code, que significa não estabelecer um código formal de vestimenta para os colaboradores.
A escolha fica principalmente nas mãos de cada pessoa, respeitando regras gerais de convivência e necessidades específicas da função.
Esse modelo vem ganhando espaço em empresas que valorizam autonomia e confiança. Em vez de decidir quais peças alguém pode vestir, a organização trabalha com contexto e responsabilidade individual.
Mais adiante, vamos falar melhor sobre quando esse caminho faz sentido.
A legislação trabalhista brasileira permite que o empregador defina o padrão de vestimenta no ambiente de trabalho. O artigo 456-A da CLT estabelece expressamente essa possibilidade, inclusive em relação a uniformes e elementos de identificação relacionados à atividade desempenhada.
Isso não significa, porém, que a política de dress code na empresa possa estabelecer qualquer tipo de exigência. Há alguns limites:
Questões envolvendo uniformes, equipamentos, custos e necessidades específicas da atividade merecem análise própria.
A própria CLT (parágrafo único do artigo 456-A) traz regras sobre a higienização do uniforme quando são necessários procedimentos ou produtos diferentes dos utilizados em roupas comuns.
Por isso, ao definir o que pode e não pode no dress code corporativo, vale ter em mente esses limites e, em caso de dúvida, validar a regra com a área jurídica.
Na hora de aprender como definir o dress code na empresa, diversidade e inclusão são questões que devem ser consideradas.
A política pode parecer neutra no papel e ainda assim afetar alguns grupos de maneira desproporcional. É preciso ir além da pergunta “essa roupa é formal o suficiente?” e avaliar quem pode ser excluído ou constrangido por determinada regra.
Três pontos são bastante atuais e servem de exemplos:
Em vez de escrever “homens devem usar calça social e mulheres devem usar saia ou vestido”, a política pode determinar quais categorias de roupas são adequadas àquele contexto independentemente de quem as vista.
Também vale prever como o RH deve tratar exceções religiosas, culturais e relacionadas à identidade das pessoas. Nesses casos, diálogo e análise individual costumam funcionar melhor do que uma regra automática.
Essa visão também conversa com um desafio maior das organizações: transformar cultura em práticas reais. No conteúdo sobre liderança e gestão de pessoas, mostramos como decisões de liderança ajudam a moldar a experiência das pessoas dentro das empresas.
Afinal, cultura não é só o que está escrito na parede. É também aquilo que aparece nas pequenas regras do dia a dia.
Com tudo isso em mente, é hora de ver como comunicar o dress code para os colaboradores.
Para definir uma política de dress code na empresa, o RH precisa partir da cultura e das necessidades reais do trabalho, transformar expectativas subjetivas em exemplos claros e comunicar as regras sem constranger as pessoas.
Um processo simples pode seguir estes sete passos:
E lembre-se: comunicar o dress code não é mandar uma lista de proibições no grupo da empresa e considerar a missão cumprida.
Explique por que a política existe, em quais situações ela se aplica e quem pode ajudar em caso de dúvida.
Essa lógica vale não só para o dress code, mas para outras decisões que moldam a experiência das pessoas na empresa. Em Liderança em Perspectiva: O que os principais executivos de RH têm a dizer, líderes de RH compartilham como estruturam temas de cultura, comportamento e gestão de pessoas na prática. O acesso é gratuito.
Esse modelo pode fazer sentido em empresas com cultura baseada em autonomia, ambientes criativos, trabalho remoto ou híbrido e funções nas quais a aparência formal tem pouca relação com a atividade exercida.
Também pode contribuir para uma experiência mais confortável e para um employer branding coerente com uma cultura de liberdade e confiança.
Mas antes de eliminar as regras, o RH deve perguntar: o dress code atual resolve algum problema concreto?
Se a resposta for algo do tipo “não sabemos, mas ele está no manual desde 2014”, talvez seja um bom momento para revisar.
Dress code corporativo não é apenas uma regra sobre roupas. Ele também revela como a empresa enxerga profissionalismo, autonomia, identidade, diversidade e a própria relação de confiança com os colaboradores.
Para o RH, o melhor dress code não é necessariamente o mais formal nem o mais flexível. É aquele que tem um propósito claro, combina com a cultura e a atividade da empresa e pode ser compreendido por todos sem interpretações subjetivas ou constrangimentos.
Uma política clara, inclusiva e bem comunicada ajuda a prevenir conflitos e reduz dúvidas no dia a dia. Já regras vagas, ultrapassadas ou discriminatórias podem gerar justamente o efeito contrário: insegurança, retrabalho, problemas de imagem e até riscos trabalhistas.
Quer aprofundar essa discussão? Confira o conteúdo completo sobre no dress code e entenda por que algumas empresas estão abrindo mão das regras tradicionais de vestimenta.
Dress code corporativo é o conjunto de normas e orientações que define como os colaboradores devem se vestir no ambiente de trabalho. As regras variam conforme a cultura da empresa, o setor e o tipo de função.
Business formal é o dress code de maior formalidade, normalmente com terno completo, gravata, peças de alfaiataria e calçados sociais. Está presente nos setores de advocacia, finanças e reuniões executivas. Business casual é mais flexível. Calças sociais, camisas sem gravata, polos, blusas e peças de alfaiataria são comuns. É frequente em escritórios corporativos modernos.
Não. A legislação brasileira não obriga as empresas a terem uma política de dress code. Porém, o art. 456-A da CLT permite que o empregador defina o padrão de vestimenta no ambiente de trabalho. Essas regras devem respeitar os direitos dos trabalhadores e não podem resultar em discriminação ou restrições injustificadas à identidade pessoal.
Smart casual é um dress code intermediário entre o business casual e o casual. A proposta é permitir mais conforto sem abandonar uma aparência organizada. Jeans escuro, tênis limpo e discreto, camiseta lisa, camisa informal e blazer são exemplos comuns. É bastante associado a startups, agências, empresas de tecnologia e outros ambientes profissionais mais flexíveis.
O RH deve comunicar o dress code com exemplos concretos do que é permitido, referências visuais e orientações para situações específicas. A política também deve aparecer no onboarding, permanecer disponível na intranet ou manual do colaborador e oferecer um canal para dúvidas e exceções.
No dress code é uma abordagem em que a empresa não estabelece categorias formais de vestimenta e dá mais autonomia aos colaboradores para escolher o que vestir. Pode fazer sentido em organizações com culturas mais flexíveis, ambientes criativos e funções sem necessidade específica de uniformização. Ainda assim, segurança, higiene, respeito e exigências próprias de cada atividade continuam valendo.
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Sou jornalista e publicitária e encontrei na criação de conteúdo um jeito que gosto muito de trabalhar: transformar assuntos complexos em materiais simples, úteis e que façam sentido para quem está do outro lado. São 8 anos nessa jornada, passando por empresas como BTG Pactual e Nubank, até chegar à Caju, em 2024. Por aqui, escrevo artigos, guias, e-books e outros conteúdos que combinam dados, estratégia e criatividade para falar sobre gestão de pessoas, benefícios e os desafios do dia a dia de RH e financeiro. No fim, meu objetivo é simples: criar conteúdos relevantes, fáceis de entender e que realmente ajudem quem lê.
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