Ir para o post
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as principais novidades que o profissional de RH precisa saber para se destacar no mercado.
Para reduzir afastamentos e absenteísmo nas empresas, é necessário oferecer apoio psicológico, capacitar lideranças para identificar sinais de sofrimento, incentivar equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, monitorar riscos psicossociais e fortalecer uma cultura de escuta, prevenção e acolhimento.
Sabe aquela famosa máxima de “durma enquanto eles trabalham”? Ou a história de parabenizar colaboradores que ficam até mais tarde no trabalho e quase não têm vida fora da empresa? Pois é, é hora de repensar essa máxima de que o excesso é o que importa, e prestar mais atenção à saúde organizacional.
Hoje, a saúde mental dos colaboradores precisa estar entre as principais preocupações de uma empresa. Primeiro, porque, dos 4 milhões de afastamentos por doença em 2025, mais de 500 mil foram por causa de questões de saúde mental, batendo recorde pela segunda vez.
Em segundo lugar, entra a NR-1, que agora exige que as organizações mapeiem os riscos psicossociais e tenham um plano de ação em relação a eles.
Dessa forma, prevenir afastamentos e absenteísmo é algo que deve estar entre as ações mapeadas pelo RH. Para fazer isso com segurança, continue lendo este artigo.
Absenteísmo é o indicador que mede as ausências dos colaboradores durante a jornada de trabalho, sejam elas justificadas ou não. Ele é importante porque ajuda o RH a identificar padrões de faltas, compreender suas causas e avaliar impactos na produtividade, nos custos e na experiência dos times.
Assim, o absenteísmo funciona como um importante termômetro da saúde organizacional. Altos índices podem sinalizar problemas relacionados ao clima interno, condições de trabalho, liderança, engajamento e à relação entre absenteísmo e saúde mental. Por isso, monitorar esse indicador é essencial para desenvolver estratégias preventivas e promover ambientes mais saudáveis e sustentáveis.
Mas vale diferenciar o absenteísmo do presenteísmo. Enquanto o absenteísmo se refere à ausência do colaborador no trabalho, o presenteísmo acontece quando ele está fisicamente presente, mas não consegue desempenhar suas atividades com a produtividade esperada.
É fato que o presenteísmo no trabalho está associado a questões emocionais, estresse, esgotamento ou problemas de saúde que afetam o desempenho sem gerar afastamento.
O absenteísmo no trabalho acontece por razões distintas. Entenda cada uma:
O absenteísmo justificado ocorre quando a ausência é respaldada por motivos legítimos e reconhecidos pela empresa, como consultas médicas, afastamentos por doença, acidentes, compromissos legais ou situações pessoais previstas em política interna ou legislação. Esse tipo quase sempre vem junto de um atestado.
Mesmo que esperado em alguns momentos, seu monitoramento permite identificar tendências e necessidades de suporte aos colaboradores.
No absenteísmo injustificado, o colaborador falta sem apresentar motivo aceitável ou comunicação adequada. Esse tipo de ausência costuma estar relacionado a fatores como desmotivação, conflitos internos, baixa satisfação profissional ou dificuldades de engajamento.
Aqui, é essencial que o RH identifique as suas causas e para reduzi-lo, seja treinando lideranças humanizadas ou criando PDIs para cada colaborador.
O absenteísmo crônico é quando acontece a repetição frequente de faltas ao longo do tempo, com ou sem justificativas. Ele tende a indicar problemas persistentes de saúde, dificuldades pessoais, sobrecarga de trabalho ou questões relacionadas ao ambiente organizacional. Para saná-lo ou diminuí-lo, é interessante que exista planos individualizados para cada caso.
No caso do presenteísmo, o colaborador comparece ao trabalho, mas apresenta baixa capacidade de concentração, produtividade reduzida ou dificuldade para executar suas atividades.
Esse é bem menos visível que as faltas, mas traz impactos significativos nos resultados da empresa e está associado a estresse, fadiga, adoecimento emocional ou falta de engajamento.
Um exemplo do presenteísmo está no colaborador sofrendo de ansiedade e que não consegue entregar um projeto no prazo esperado ou com a qualidade exigida.
Uma das formas mais seguras de calcular a taxa de absenteísmo é com base na metodologia da ISO 30414:2025, utilizando a seguinte fórmula:
(Total de horas perdidas por ausências ÷ Total de horas de trabalho previstas) × 100
O resultado representa o percentual de tempo de trabalho perdido em determinado período e permite acompanhar a evolução do indicador de forma padronizada, o que permite comparações internas e análises de desempenho da gestão de pessoas.
Não se esqueça: a interpretação do índice deve considerar o contexto e o setor de atuação da empresa.
No Brasil, organizações do setor de serviços costumam registrar taxas médias em torno de 5%, enquanto no varejo o indicador pode alcançar 10% devido às características operacionais e à alta rotatividade.
Percentuais acima da média do segmento evidenciam problemas relacionados à saúde dos colaboradores, clima organizacional, liderança ou condições de trabalho, exigindo investigação e ações preventivas.
Entre as principais causas de afastamento no trabalho, podemos falar de doenças mentais, causas físicas ou ergonômicas e ainda questões organizacionais de uma empresa. A seguir, detalhamos cada uma delas.
Os transtornos relacionados à saúde mental têm ocupado posição de destaque entre os motivos de afastamento laboral no Brasil. Em 2025, a ansiedade, cujo código é o F41, foi responsável por mais de 500 mil os afastamentos por transtornos mentais, conforme dados da Previdência Social.
Ou seja, é o diagnóstico mais frequente nessa categoria. A depressão aparece logo em seguida, também com importante destaque entre as condições que mais levam trabalhadores a solicitar licenças médicas.
Portanto, é preciso ter mais atenção à saúde mental dos colaboradores. Burnout, estresse crônico, jornadas excessivas, pressão por resultados e vínculos empregatícios precários são fatores estruturais que contribuem para o adoecimento emocional.
Dessa maneira, investir em ações voltadas à saúde mental no trabalho deixou de ser apenas uma iniciativa de bem-estar e passou a ser uma estratégia essencial para reduzir riscos, fortalecer o engajamento e prevenir afastamentos e absenteísmo. A questão é tão séria que a nova atualização da NR-1 passou a trazer também a tratar da saúde mental.
Ainda sobre saúde mental: Baixe ebook da Caju que mostra como melhorar os índices de saúde mental na empresa
Mas não se trata apenas de saúde mental. As condições físicas seguem entre as principais causas de afastamento no trabalho. Em 2025, a dorsalgia, termo utilizado para descrever dores nas costas, foi a principal causa individual de concessão de licenças, com mais de 237 mil pedidos registrados (dados da Previdência Social).
Esse dado evidencia o impacto que problemas musculoesqueléticos podem gerar tanto para os trabalhadores quanto para as organizações.
Além dos riscos presentes em atividades operacionais, fatores ergonômicos ganharam ainda mais relevância com a expansão do home office e dos modelos híbridos. Estações de trabalho inadequadas, longos períodos sentados, mobiliário impróprio e hábitos posturais incorretos aumentam a probabilidade de dores, lesões e limitações físicas.
Dessa maneira, programas de ergonomia e orientação preventiva tornaram-se elementos importantes para reduzir afastamentos relacionados à saúde física. Assim como incentivar os funcionários a fazerem atividade física para prevenir essas dores.
Nem sempre o afastamento está conectado a uma doença específica. Em muitos casos, as condições do ambiente corporativo atuam como gatilhos para o adoecimento físico e emocional.
Climas organizacionais tóxicos, conflitos frequentes, falta de reconhecimento e ausência de perspectivas de crescimento tendem a aumentar o desgaste dos profissionais e impactar negativamente sua permanência saudável no trabalho.
Outro fator relevante é a qualidade da liderança. Equipes submetidas à sobrecarga constante, comunicação inadequada ou gestores sem preparo para lidar com pessoas apresentam maior risco de desengajamento e adoecimento.
A construção de uma cultura organizacional baseada em respeito, apoio e liderança empática é uma das medidas mais eficazes para prevenir afastamentos e absenteísmo, além de fortalecer a produtividade e a retenção de talentos. Ou seja, ter treinamentos para lideranças humanizadas também é uma forma de evitar que os colaboradores adoeçam.
O custo do afastamento para empresa não fica só por conta dos dias não trabalhados. Quando um colaborador se afasta, a organização precisa redistribuir atividades, contratar temporários, pagar horas extras ou absorver perdas operacionais decorrentes da redução da capacidade produtiva.
Além disso, a sobrecarga sobre os demais membros da equipe pode gerar queda de desempenho, aumento de erros, insatisfação e novos afastamentos, criando um efeito em cadeia que impacta diretamente os resultados do negócio.
Os impactos também se estendem ao clima organizacional e aos riscos legais. Com o fortalecimento das exigências relacionadas à gestão dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho, sobretudo após as atualizações da NR-1, empresas que negligenciam fatores ligados ao adoecimento ocupacional tendem a enfrentar questionamentos trabalhistas, passivos jurídicos e danos reputacionais.
Um estudo realizado com cerca de 150 mil trabalhadores indica que as doenças mentais podem representar até 6% do total da folha de pagamento das empresas analisadas. Portanto, vemos a necessidade de uma gestão de afastamentos pelo RH estruturada e capaz de atuar tanto na prevenção quanto no acompanhamento dos casos.
Use grátis nossa calculadora: Confirme qual é o impacto financeiro da saúde mental na sua empresa com a ferramenta da Caju
Saber como reduzir absenteísmo no trabalho exige uma abordagem preventiva, capaz de atuar sobre os fatores que levam ao adoecimento físico e emocional dos colaboradores. Mais do que reagir aos afastamentos, sua empresa deve investir em saúde organizacional.
Confira nossos 8 passos para isso:
A atualização da NR-1 reforçou a necessidade de as empresas identificarem, avaliarem e gerenciarem riscos psicossociais que possam impactar a saúde dos trabalhadores.
Dessa maneira, é preciso considerar excesso de pressão, conflitos interpessoais, assédio, sobrecarga e condições que favoreçam o adoecimento emocional.
Um programa de bem-estar corporativo eficaz vai além de ações isoladas, como ginástica laboral ou campanhas pontuais. A estratégia deve integrar iniciativas voltadas à saúde física, mental e financeira, promovendo cuidado contínuo ao colaborador.
A Caju, por exemplo, tem uma solução de Bem-Estar e Saúde com alta aderência entre os usuários: 90% dos colaboradores com acesso fizeram uso. Das consultas de telemedicina à disposição, 63% delas foram para atendimentos com psicólogos.Esses são dados do Panorama de RH da Caju, inclusive, vale a leitura.
Modelos de trabalho mais flexíveis contribuem para a redução do estresse e para uma melhor gestão das demandas pessoais e profissionais.
Assim, vale considerar jornada flexível, trabalho remoto e políticas de desconexão ajudam a prevenir sobrecarga, favorecem a recuperação física e mental e aumentam a satisfação dos colaboradores.
Gestores ocupam uma posição estratégica na prevenção do adoecimento. Mudanças de comportamento, isolamento, irritabilidade, queda de desempenho ou falta de engajamento podem ser sinais precoces de que algo não está bem. Líderes preparados para ouvir e acolher conseguem identificar riscos antes que eles evoluam para afastamentos.
Mas lembre-se de que ninguém nasce pronto para ter essa empatia, por isso, treinar as lideranças com esse propósito faz toda a diferença.
Oferecer suporte especializado é uma das medidas mais eficazes para promover o bem-estar dos colaboradores.
Planos de saúde com cobertura psicológica, plataformas de atendimento, programas de assistência ao empregado e canais confidenciais de acolhimento fortalecem as ações relacionadas à saúde mental e obrigações empresa voltadas à prevenção do adoecimento ocupacional.
Mais uma vez, a solução de Saúde e Bem Estar da Caju pode fazer a diferença para os colaboradores. Nela, os colaboradores encontram consultas de telemedicina, serviços de psicologia, pacote para nutrição e atividade física, entre outros. Ela é simples de gerir e o RH consegue monitorar o uso com facilidade.
A adequação dos postos de trabalho é fundamental para reduzir problemas musculoesqueléticos. Um checklist ergonômico deve contemplar aspectos como altura da cadeira, posicionamento do monitor, apoio para os pés e pausas regulares durante a jornada.
Dica extra: a atenção ao home office conta pontos, ainda mais considerando que a dorsalgia continua entre as principais causas de licença médica.
Acompanhamento contínuo permite identificar tendências e agir preventivamente. Indicadores como taxa de absenteísmo, turnover, eNPS, NPS de saúde, utilização de benefícios e afastamentos por CID ajudam a mapear riscos e direcionar investimentos para as áreas que mais necessitam de atenção.
A construção de um ambiente psicologicamente seguro incentiva os colaboradores a expressarem dificuldades, compartilharem preocupações e buscarem ajuda sem medo de julgamentos ou represálias.
Quando a cultura organizacional valoriza o cuidado e a confiança, torna-se mais fácil agir de maneira preventiva e evitar que pequenos problemas evoluam para quadros de adoecimento mais graves.
Você já deve ter notado que os benefícios corporativos desempenham um papel estratégico na promoção da saúde e na redução dos afastamentos, certo? Inclusive, segundo o Panorama do Bem-Estar Corporativo, feito pela Wellhub, parceira da Caju, 61% dos colaboradores com programas de bem-estar avaliam seu bem-estar geral como bom ou excelente.
Quando os benefícios são estruturados de forma integrada, eles deixam de ser apenas um complemento à remuneração. É assim que passam a funcionar como ferramentas de prevenção e suporte para que os colaboradores cuidem da saúde física, emocional e financeira antes que pequenos problemas evoluam para quadros mais graves.
Nesse contexto, um programa de bem-estar corporativo pode contribuir para o acesso facilitado a cuidados médicos, acompanhamento psicológico, atividades de qualidade de vida e iniciativas de prevenção.
A opção da Caju de Saúde e Bem-estar segue essa lógica ao reunir benefícios voltados à saúde e ao bem-estar em uma única experiência, ajudando empresas a fortalecerem suas estratégias de cuidado, engajamento e saúde organizacional de forma prática e contínua.
Saiba mais: Confira a websérie da Caju sobre Saúde Mental no trabalho
Você viu, mais de meio milhão de pessoas se afastaram do trabalho em 2025 por conta da saúde mental. Mais do que nunca, saber prevenir afastamentos e absenteísmo no trabalho é uma missão do RH que, claro, precisa ser integrada em toda a empresa. Sobretudo, quando temos as mudanças da NR-1 em relação aos riscos psicossociais já valendo.
Então, entenda o impacto financeiro dos afastamentos na sua empresa com a Calculadora de Impacto de Saúde Mental no Trabalho. Essa ferramenta é seu primeiro passo para gestão preventiva.
Problemas de saúde, questões pessoais, sobrecarga, desengajamento e condições inadequadas de trabalho estão entre as principais causas.
Embora varie por setor, índices entre 2% e 5% são tidos como administráveis.
Divida o total de horas perdidas por faltas pelo total de horas de trabalho previstas e multiplique por 100.
Absenteísmo é a ausência do colaborador; presenteísmo é a presença com baixa produtividade ou engajamento.
Transtornos como ansiedade, depressão e burnout estão entre os principais motivos de licenças médicas atualmente.
Investir em bem-estar, liderança empática, ergonomia, apoio psicológico e monitoramento de indicadores.
Sim, a legislação exige que as organizações gerenciem riscos ocupacionais, incluindo fatores psicossociais previstos na NR-1.
Eles promovem prevenção, acesso ao cuidado e melhoria da qualidade de vida dos colaboradores.
Além da ausência, envolve queda de produtividade, substituições, horas extras e possíveis passivos trabalhistas.
Mudanças de comportamento, isolamento, faltas frequentes, queda de desempenho e desmotivação são sinais de alerta.
Preencha o formulário de interesse abaixo.
Entraremos em contato com as melhores soluções para sua empresa.
Sou jornalista, publicitária e viajante nas horas vagas. Na Caju, minha missão é transformar textos complexos em conteúdos claros, acessíveis e que façam sentido para quem me lê.
Ver todos os posts dessa autoria
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as principais novidades que o profissional de RH precisa saber para se destacar no mercado.