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Gestão de pessoas

Riscos à saúde do trabalhador: tipos, causas e como prevenir na sua empresa

Conheça os 6 tipos de riscos ocupacionais mais comuns, suas principais consequências e o que o RH pode fazer para preveni-los na prática.

Criado em

Atualizado em

por Cecilia Alberigi

Leia em 15 minutos

Os riscos à saúde do trabalhador são uma preocupação cada vez mais estratégica para empresas que precisam proteger pessoas, reduzir afastamentos e manter a conformidade com as normas de saúde e segurança do trabalho.

Em 2024, o Brasil registrou um crescimento expressivo nos afastamentos por transtornos mentais, reflexo de um ambiente de trabalho que expõe colaboradores a diferentes fatores de risco, dos físicos e ergonômicos aos psicossociais.

Com a nova NR-1 em vigor a partir de maio de 2026, a gestão de riscos deixa de ser opcional e passa a exigir mais método, documentação e prevenção.

Neste artigo, o time de conteúdo da Caju explica os 6 tipos de riscos ocupacionais, suas principais consequências e o que o RH pode fazer para preveni-los na prática.

O que são riscos à saúde do trabalhador?

Riscos à saúde do trabalhador são fatores presentes no ambiente, na organização ou na forma de execução do trabalho que podem causar dano físico, mental ou social ao colaborador no exercício de suas funções.

O risco não se confunde com agravo, ok? Enquanto o risco é a possibilidade de algo causar dano, o agravo é o dano concretizado, como uma lesão, doença ocupacional, afastamento, acidente ou transtorno relacionado ao trabalho.

Por exemplo: uma cadeira inadequada representa um risco ergonômico. Uma lombalgia causada por uso prolongado dessa cadeira pode ser o agravo. 

Da mesma forma, metas excessivas e assédio podem ser riscos psicossociais no trabalho, enquanto burnout, ansiedade ou afastamento por transtorno mental podem ser consequências.

E mapear esses riscos, seja qual for sua natureza, é importante por dois motivos. 

Primeiro, porque a empresa tem obrigações legais relacionadas à saúde ocupacional e à segurança do trabalho, como o PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos), o GRO (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais) e, em alguns casos, o PCMSO previsto na NR-7. 

Segundo, porque prevenir riscos também é uma decisão de negócio: reduz afastamentos, melhora produtividade, diminui passivos trabalhistas e fortalece a cultura organizacional.

Com isso em mente, vamos entender a seguir os 6 tipos de riscos ocupacionais para, na sequência, saber como preveni-los.

Riscos ocupacionais: 6 tipos principais

Os riscos à saúde do trabalhador podem ser organizados em seis grandes grupos: físicos, químicos, biológicos, ergonômicos, de acidentes e psicossociais. 

Cada categoria exige formas específicas de identificação, prevenção, controle e acompanhamento.

Riscos físicos

Riscos físicos são formas de energia presentes no ambiente de trabalho que podem afetar a saúde do trabalhador. Eles incluem ruído, calor, frio, vibração, radiação, umidade e pressão anormal.

Na prática, esses riscos aparecem em diferentes contextos. Veja alguns exemplos:

  • Em trabalhos externos, o calor excessivo pode causar desidratação e estresse térmico;
  • Em indústrias frigoríficas, o frio intenso exige controle rigoroso de exposição e proteção adequada;
  • Em call centers, por exemplo, o ruído constante pode gerar desconforto, estresse e problemas auditivos.

Os danos mais comuns associados aos riscos físicos incluem perda auditiva, doenças respiratórias, alterações circulatórias, fadiga e problemas relacionados à exposição prolongada a temperaturas extremas.

Para o RH, o ponto de atenção é garantir que os riscos físicos estejam mapeados no PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos) e que as medidas de controle sejam comunicadas e acompanhadas.

Riscos químicos

Riscos químicos são substâncias, compostos ou produtos que podem entrar no organismo pela respiração, pela pele ou por ingestão, causando intoxicações, alergias ou doenças.

Eles incluem poeiras, fumos, gases, vapores, névoas, solventes, produtos de limpeza, reagentes e outros agentes químicos. 

São mais comuns em obras, indústrias químicas, hospitais, laboratórios, áreas de limpeza e operações com manipulação de substâncias.

Um colaborador exposto a vapores tóxicos sem ventilação adequada, por exemplo, pode desenvolver irritações, alergias, intoxicações ou doenças pulmonares. 

Em ambientes de limpeza hospitalar, o uso constante de produtos químicos sem proteção também pode gerar riscos à pele e ao sistema respiratório.

A prevenção passa por substituição de produtos perigosos quando possível, ventilação adequada, EPIs, treinamentos e rotulagem correta. 

Também exige documentação clara das substâncias utilizadas e dos grupos expostos.

Riscos biológicos

Riscos biológicos são aqueles causados pela exposição a bactérias, vírus, fungos, parasitas e outros microrganismos capazes de provocar doenças.

Esses riscos são comuns em áreas como:

  • Saúde;
  • Laboratórios;
  • Agropecuária;
  • Manejo de resíduos;
  • Saneamento e limpeza urbana;
  • Creches e serviços com contato frequente com pessoas, animais ou materiais contaminados.

Em um hospital, por exemplo, profissionais podem estar expostos a vírus e bactérias durante atendimentos, coletas e procedimentos. 

Em saneamento, há risco de contato com agentes infecciosos presentes em resíduos ou efluentes. 

No setor agropecuário, a exposição pode envolver parasitas, fungos ou doenças transmitidas por animais.

Os danos podem incluir infecções, doenças transmissíveis, hepatites, micoses e outras condições que afetam diretamente a saúde do trabalhador.

Para prevenir, a empresa deve adotar protocolos de higiene, vacinação quando aplicável, EPIs, treinamentos, descarte correto de materiais e medidas de controle ambiental.

Riscos ergonômicos

Riscos ergonômicos são fatores que interferem nas características físicas, cognitivas e psicofisiológicas dos trabalhadores, podendo causar desconforto, fadiga ou adoecimento.

Eles incluem postura inadequada, movimentos repetitivos, esforço físico intenso, levantamento de peso, ritmo excessivo, monotonia, jornadas prolongadas, mobiliário inadequado e organização ruim do trabalho.

No escritório, o risco pode aparecer em cadeiras inadequadas, telas mal posicionadas, repetição de movimentos e longos períodos sem pausa. 

Em teleatendimento, a combinação de postura fixa, metas rígidas, pressão e repetitividade pode aumentar o desgaste físico e emocional. 

Motoristas, por sua vez, podem sofrer com postura prolongada, vibração e longas jornadas.

Os danos mais comuns incluem DORT, LER, distúrbios osteomusculares, lombalgias, dores cervicais, síndrome do túnel do carpo, fadiga e queda de produtividade.

A prevenção envolve adaptação de mobiliário, pausas, orientação postural, revisão de processos, análise ergonômica e organização mais saudável da rotina de trabalho.

Além dos riscos físicos, químicos, biológicos e ergonômicos, temos também os riscos de acidentes de trabalho e os riscos psicossociais da NR-1.

Riscos de acidentes

Riscos de acidentes de trabalho são condições do ambiente que aumentam a chance de ocorrência de lesões, quedas, choques, cortes, queimaduras, colisões ou outros eventos inesperados.

Eles podem envolver:

  • Trabalho em altura;
  • Falta de sinalização;
  • Pisos escorregadios;
  • Iluminação insuficiente;
  • Máquinas sem proteção;
  • Ferramentas defeituosas;
  • Armazenamento inadequado;
  • Instalações elétricas irregulares;
  • Circulação insegura de pessoas e veículos.

Na construção civil, os riscos de acidentes de trabalho são frequentes em atividades com andaimes, escadas, máquinas e materiais pesados. 

Na indústria, podem aparecer em equipamentos sem proteção ou falhas de bloqueio. 

Na logística, incluem empilhadeiras, movimentação de cargas e circulação em áreas de risco.

Os danos podem ser graves: fraturas, queimaduras, amputações, traumatismos e até morte.

A prevenção exige inspeções periódicas, manutenção, treinamento, sinalização, EPIs, procedimentos claros e investigação de incidentes, inclusive aqueles que não geraram lesão, mas poderiam ter causado dano.

Riscos psicossociais: NR-1 e a obrigação de incluí-los no GRO.

Riscos psicossociais no trabalho são fatores relacionados à organização, ao conteúdo do trabalho e às interações interpessoais que podem prejudicar a saúde mental, física e social dos trabalhadores quando não são bem gerenciados.

Exemplos comuns incluem metas excessivas, assédio moral, jornadas extenuantes, falta de autonomia, conflitos interpessoais, comunicação insegura, insegurança sobre mudanças, baixa previsibilidade e ausência de apoio da liderança.

Esses fatores podem gerar estresse ocupacional, ansiedade, depressão, burnout no trabalho, queda de engajamento, conflitos, presenteísmo e afastamentos por transtornos mentais.

A grande mudança é que os riscos psicossociais passaram a ter peso formal na gestão de saúde e segurança no trabalho. 

A Portaria MTE nº 1.419/2024 atualizou a NR-1 e incluiu esses fatores no GRO (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais), com exigência de tratamento no PGR a partir da vigência plena, que ocorreu em 26 de maio de 2026.

Para empresas, isso significa identificar, avaliar, documentar e controlar riscos psicossociais como parte da rotina de gestão.

E não negligencie esse ponto. O impacto financeiro da saúde mental no trabalho é relevante. A Caju, inclusive, disponibiliza uma calculadora gratuita para você estimar este impacto. Calcule o impacto da saúde mental na sua empresa.

Como a NR-1 atualizada muda a gestão de riscos na sua empresa?

A NR-1 atualizada muda a gestão de riscos porque coloca os fatores psicossociais no trabalho dentro do mesmo processo de gerenciamento ocupacional aplicado aos demais riscos

Ou seja: estresse ocupacional, assédio, sobrecarga e burnout no trabalho deixam de ser tratados apenas como “temas de clima” e passam a exigir identificação, avaliação, documentação e medidas preventivas.

Na prática, a empresa precisa:

  • Organizar o GRO (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais);
  • Manter o PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos) atualizado, reunindo o inventário de riscos e o plano de ação;
  • No inventário e no plano de ação, deve indicar quais perigos existem, quem está exposto, quais medidas já foram adotadas e o que ainda precisa ser feito.

Para o RH e o DP, isso muda bastante a rotina. 

A área precisa apoiar o processo com dados de absenteísmo, afastamentos, turnover, clima, denúncias, feedbacks de liderança e sinais de adoecimento emocional.

Alguns setores tendem a exigir atenção especial, como teleatendimento, bancário e saúde, por reunirem fatores como pressão intensa, metas, contato constante com público, jornadas exigentes e maior exposição emocional.

Além disso, a fiscalização pode ocorrer por denúncia ou por planejamento do Ministério do Trabalho e Emprego. Por isso, a empresa precisa mais do que intenção: precisa de evidências, registros e plano de ação.

Baixe nosso Guia Prático da NR-1 para RH e DP e entenda como adaptar sua empresa às novas exigências.

Quais as consequências de ignorar os riscos à saúde do trabalhador?

Ignorar os riscos à saúde do trabalhador aumenta a chance de acidentes, adoecimentos, afastamentos e problemas legais. 

Para se ter uma ideia, os dados oficiais do INSS, analisados na Série SmartLab de Trabalho Decente 2025 (iniciativa conjunta do Ministério Público do Trabalho e do Escritório da Organização Internacional do Trabalho), trazem um cenário grave: os transtornos mentais, como ansiedade, depressão e burnout no trabalho, geraram mais de 472 mil afastamentos, crescimento de 68% em relação ao ano anterior. 

Para a empresa, isso significa trocar prevenção por reação: em vez de agir sobre as causas, a organização passa a lidar com custos, urgências e impactos que poderiam ser evitados.

O novo relatório global lançado pela OIT aponta que os riscos psicossociais no trabalho estão associados a mais de 840 mil mortes por ano no mundo. 

Isso evidencia que a saúde mental e a organização do trabalho têm impacto direto sobre a produtividade, o absenteísmo e os custos das empresas.

E não só isso. Os efeitos de ignorar os riscos aparecem em diferentes frentes:

  • Para a empresa: multas, autuações, ações judiciais, passivos trabalhistas, aumento de turnover e danos à marca empregadora;
  • Para a operação: queda de produtividade, retrabalho, interrupções, perda de conhecimento e sobrecarga dos times que permanecem ativos;
  • Para o colaborador: adoecimento físico ou mental, perda de qualidade de vida, redução da capacidade de trabalho, afastamentos e maior exposição a acidentes;
  • Para o RH: aumento de absenteísmo, dificuldade de retenção, sobrecarga na gestão de afastamentos e necessidade de atuar apenas quando o problema já cresceu.

Em outras palavras, quando riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos, de acidentes ou psicossociais não são mapeados, documentados e prevenidos, o custo do não-fazer tende a ser maior do que o investimento em prevenção.

Diante deste cenário, como prevenir riscos ocupacionais? O que o RH pode fazer para que as obrigações da empresa com a saúde do trabalhador sejam cumpridas?

Como o RH pode estruturar a prevenção passo a passo?

O RH pode estruturar a prevenção de riscos ocupacionais conectando dados de pessoas, saúde ocupacional, lideranças e ações de cuidado

A área não substitui o SESMT, mas ajuda a transformar informações dispersas em decisões práticas em relação aos fatores de risco no ambiente de trabalho.

Veja um passo a passo:

  1. Mapeie os riscos por setor: comece pelo GRO e pelo PGR. Levante riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos, de acidentes e psicossociais em cada área da empresa. Inclua dados de afastamentos, queixas, entrevistas, pesquisa de clima e observação da rotina.
  2. Avalie gravidade e probabilidade: nem todo risco tem o mesmo impacto. Classifique os riscos de acordo com a chance de ocorrência e a severidade do dano. Isso ajuda a priorizar o que precisa de ação imediata em relação aos fatores de risco no ambiente de trabalho.
  3. Defina medidas preventivas: as medidas podem incluir EPIs, treinamentos, ajustes no ambiente, revisão de processos, pausas, comunicação interna, políticas contra assédio e ações voltadas à saúde mental no trabalho para prevenção de estresse ocupacional e outras condições.
  4. Monitore continuamente o PGR: o PGR não deve ser um documento parado nem encarado somente como uma das obrigações da empresa com a saúde do trabalhador. Revise indicadores, acompanhe plano de ação, registre evidências e atualize informações sempre que houver mudanças na operação, na equipe ou nos riscos identificados.
  5. Promova saúde e bem-estar de forma ativa: benefícios, programas de saúde mental, suporte psicológico, telemedicina, canais de escuta e iniciativas de qualidade de vida ajudam a criar uma camada de apoio contínuo. A solução de Saúde e Bem-estar da Caju pode apoiar empresas nessa frente, conectando iniciativas de cuidado físico, emocional e de bem-estar em uma experiência mais simples para RH e colaboradores.

Confira os dados do Índice de Bem-estar e Saúde Mental nas Empresas Brasileiras, da Caju, e entenda melhor o cenário atual da sua organização.

A partir do diagnóstico inicial dos riscos à saúde do trabalhador, principalmente dos fatores psicossociais no trabalho, é possível traçar planos que promovam o bem-estar de seus colaboradores.

Conclusão

Os riscos à saúde do trabalhador existem em qualquer organização, mesmo quando não são visíveis à primeira vista. 

Eles podem estar no ruído, nos produtos químicos, na exposição biológica, na ergonomia, nas condições de acidente e também na forma como o trabalho é organizado.

A principal mudança dos últimos anos, com a atualização da NR-1, é que os riscos psicossociais no trabalho passaram a ter status formal na gestão da saúde ocupacional das empresas. 

Para o RH, isso abre uma oportunidade importante: deixar de atuar apenas na resposta ao adoecimento e passar a participar da prevenção com dados, escuta e documentação.

Organizações que mapeiam, previnem e acompanham riscos protegem melhor suas equipes e também reduzem custos, passivos e perdas operacionais.

O próximo passo pode ser simples: faça um diagnóstico inicial. Use a Calculadora de Impacto da Saúde Mental da Caju para estimar os efeitos da saúde mental na sua empresa e entender onde agir primeiro.

FAQ – Perguntas Frequentes

O que são riscos à saúde do trabalhador?

São fatores presentes no ambiente de trabalho capazes de causar danos físicos, mentais ou sociais ao colaborador. Eles são classificados em seis categorias: físicos, químicos, biológicos, ergonômicos, de acidentes e psicossociais.

O que são riscos psicossociais e por que agora são obrigatórios?

Riscos psicossociais são fatores ligados à organização do trabalho, como sobrecarga, assédio e jornadas excessivas, que afetam a saúde mental dos colaboradores. Desde maio de 2026, a NR-1 atualizada (Portaria MTE nº 1.419/2024) exige que todas as empresas incluam esses riscos no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).

Qual a diferença entre risco ergonômico e risco psicossocial?

O risco ergonômico envolve fatores físicos que afetam o corpo, como postura inadequada e movimentos repetitivos. O risco psicossocial envolve a organização do trabalho e as relações interpessoais, como pressão excessiva por metas e assédio moral. Pela nova NR-1, ambos precisam constar no PGR.

Quais doenças mais afastam trabalhadores no Brasil?

Segundo dados oficiais da Série SmartLab de Trabalho Decente 2025, entre 2012 e 2024, os afastamentos mais comuns provenientes de eventos não-acidentários (e conforme a Classificação Internacional de Doenças) ocorrem devido a condição osteomuscular e tecido conjuntivo, fraturas e condições mentais e comportamentais, como episódios depressivos e transtornos ansiosos.

Como a empresa pode prevenir os riscos à saúde do trabalhador?

O caminho começa pelo mapeamento formal dos riscos via GRO/PGR, passa pela definição de medidas preventivas e chega à promoção ativa de saúde, incluindo programas de bem-estar, suporte psicológico e benefícios voltados à saúde mental.

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Cecilia Alberigi

Sou jornalista, publicitária e viajante nas horas vagas. Na Caju, minha missão é transformar textos complexos em conteúdos claros, acessíveis e que façam sentido para quem me lê.

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