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Cultura organizacional

Como monitorar riscos ocupacionais: guia prático para o RH

Descubra como acompanhar os riscos ocupacionais de forma contínua, atender às exigências da NR-1 e fortalecer a proteção à saúde dos colaboradores com um guia prático para o RH.

Criado em

Atualizado em

por Cecilia Alberigi

Leia em 17 minutos

Monitorar riscos ocupacionais é uma prática essencial para empresas que querem proteger colaboradores, reduzir afastamentos e manter a gestão de saúde e segurança do trabalho em conformidade com a NR-1.

Em 2024, o Brasil registrou mais de 744 mil ocorrências de acidentes de trabalho com CAT registrada, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego. 

O número reforça um assunto de fundamental importância para o RH: o gerenciamento de riscos não pode acontecer apenas depois de um acidente, afastamento ou fiscalização.

Com a NR-1 atualizada, esse cuidado ficou ainda mais relevante. Desde maio de 2026, as empresas estão sujeitas à fiscalização ativa sobre como lidam com a questão, incluindo riscos psicossociais, como estresse, assédio, sobrecarga e burnout.

Neste guia, você vai entender como monitorar riscos no trabalho de forma contínua, documentada e prática, conectando RH, lideranças, CIPA, SESMT, indicadores e plano de ação para prevenir problemas antes que eles cresçam.

O que significa monitorar riscos ocupacionais?

Monitorar riscos ocupacionais significa acompanhar, de forma contínua, os fatores que podem causar acidentes, adoecimentos ou impactos à saúde dos trabalhadores. 

Esse processo envolve um ciclo permanente: identificar, avaliar, controlar e revisar. Na prática, isso é diferente de fazer uma análise isolada apenas quando há fiscalização, acidente ou afastamento. 

Este monitoramento precisa fazer parte da rotina da empresa, com registros, responsáveis, indicadores e revisão periódica.

Os riscos podem ser de diferentes tipos:

  • Físicos: ruído, calor, frio, vibração ou radiação;
  • Químicos: poeiras, vapores, gases ou produtos tóxicos;
  • Biológicos: vírus, bactérias, fungos ou agentes infecciosos;
  • De acidentes: máquinas, quedas, choques ou ferramentas;
  • Ergonômicos: postura inadequada, repetição, esforço ou mobiliário ruim;
  • Psicossociais: estresse, assédio, sobrecarga, burnout e conflitos no trabalho.

Ou seja: monitorar riscos no trabalho é olhar para tudo que pode afetar a segurança, a saúde física e a saúde mental dos colaboradores.

Por que o monitoramento contínuo é exigência da NR-1?

O monitoramento contínuo é exigência da NR-1 porque o gerenciamento de riscos ocupacionais não termina na identificação dos perigos. 

A empresa precisa acompanhar os riscos ao longo do tempo, registrar medidas de controle, revisar o plano de ação e comprovar que está atuando para prevenir acidentes, adoecimentos e exposições indevidas.

Na prática, a NR-1 organiza esse processo dentro do chamado Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Ele orienta a empresa a identificar, avaliar, controlar e revisar riscos presentes no ambiente de trabalho.

Esse gerenciamento se materializa no PGR, o Programa de Gerenciamento de Riscos, que reúne dois elementos centrais:

  • Inventário de riscos ocupacionais: registro dos perigos identificados, trabalhadores expostos, avaliação dos riscos e medidas de controle existentes;
  • Plano de ação: definição das medidas que serão adotadas, com responsáveis, prazos e formas de acompanhamento.

Com a atualização da NR-1 em 2026, os riscos psicossociais também passaram a exigir atenção neste monitoramento. Isso inclui fatores como estresse crônico, sobrecarga, assédio, conflitos, baixa autonomia e burnout.

Por isso, falar de saúde ocupacional hoje também significa estruturar uma gestão documentada, contínua e integrada entre RH, SST, lideranças, CIPA e SESMT.

Leia também: Ferramentas para NR-1: como sair do diagnóstico e implementar na prática

Como monitorar riscos ocupacionais: passo a passo completo

Para fazer o monitoramento de riscos ocupacionais pela NR-1, a empresa precisa transformar o gerenciamento em um processo contínuo: mapear perigos, avaliar riscos, registrar informações, criar planos de ação e revisar os resultados periodicamente.

Na prática, isso significa sair da lógica de “documento feito para cumprir norma” e criar uma rotina de acompanhamento que ajude RH, SST, CIPA, SESMT e lideranças a tomar decisões com base em dados.

O item “1.5 Gerenciamento de riscos ocupacionais” da NR-1 entrou em vigor em 26 de maio de 2026 e traz todos os pontos que a empresa precisa saber para estruturar o monitoramento de riscos ocupacionais.

A seguir, fizemos um passo a passo compreensivo para tornar a norma mais clara e aplicável.

Passo 1: Mapeamento de perigos por setor

O primeiro passo para monitorar riscos ocupacionais é mapear os perigos existentes em cada área da empresa

Esse levantamento deve considerar o ambiente físico, as atividades realizadas, os processos de trabalho e os fatores que podem afetar a saúde física ou mental dos colaboradores.

E como identificar riscos no ambiente de trabalho? Para fazer um mapa de riscos ocupacionais, você pode utilizar:

  • Análise de histórico: avaliação de afastamentos, CATs emitidas, incidentes, acidentes, queixas recorrentes e registros anteriores de saúde e segurança;
  • Entrevistas com colaboradores: conversas estruturadas para entender a rotina, os desconfortos, os riscos percebidos e as situações que nem sempre aparecem em uma análise visual;
  • Inspeções in loco: visitas aos setores para observar condições reais de trabalho, equipamentos, fluxos, ergonomia, exposição a agentes de risco e possíveis situações inseguras;
  • Participação da CIPA: envolvimento da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio, que pode contribuir com a percepção prática dos trabalhadores e apoiar a identificação de riscos por setor.

O resultado dessa etapa deve ser uma lista de perigos por área, função ou atividade. Essa lista é a base para o restante do processo, porque ajuda a empresa a entender onde estão os riscos e quais grupos de trabalhadores podem estar expostos.

No caso dos riscos psicossociais, o mapeamento também deve observar fatores como sobrecarga, conflitos, baixa autonomia, assédio, pressão excessiva, comunicação insegura e sinais de esgotamento.

Passo 2: Avaliação e classificação dos riscos

Depois de identificar os perigos, a empresa precisa avaliar e classificar os riscos. Isso significa analisar a chance de aquele risco acontecer e o impacto que ele pode causar caso se concretize.

Uma forma comum de fazer essa análise é usar uma matriz de risco, que cruza dois critérios: probabilidade (a chance de o risco ocorrer) e severidade (a gravidade do impacto para o trabalhador e para a empresa)

A partir dessa avaliação, os riscos podem ser classificados em níveis como:

  1. Tolerável: risco baixo, que deve ser acompanhado, mas não exige ação imediata complexa;
  2. Moderado: risco que precisa de controle e acompanhamento regular;
  3. Substancial: risco relevante, que exige plano de ação e medidas de controle mais robustas;
  4. Intolerável: risco crítico, que demanda ação imediata e pode exigir interrupção da atividade até a correção.

Essa classificação ajuda a empresa a priorizar esforços. Nem todo risco tem o mesmo peso, e tentar resolver tudo ao mesmo tempo pode tornar o gerenciamento pouco eficiente.

Nesta etapa, também é importante definir os GES, ou Grupos de Exposição Similar. Eles reúnem trabalhadores que estão expostos a riscos semelhantes, por exercerem atividades parecidas ou atuarem nas mesmas condições. 

Isso facilita a avaliação, o controle e o acompanhamento dos riscos de forma mais organizada.

Passo 3: Elaboração do inventário de riscos ocupacionais

O inventário de riscos ocupacionais é a base do PGR, o Programa de Gerenciamento de Riscos. Ele deve reunir, de forma documentada, as informações levantadas nas etapas anteriores

Em resumo, ele funciona como um retrato organizado dos riscos existentes na empresa.

De acordo com a NR-1, o inventário de riscos deve consolidar informações essenciais para monitorar riscos no trabalho. Na prática, ele deve indicar:

  • Trabalhadores expostos: quais funções, áreas ou grupos estão sujeitos àquele risco;
  • Risco identificado: qual perigo foi encontrado e a que tipo de risco ele está associado;
  • Classificação do risco: qual o nível de prioridade definido a partir da probabilidade e severidade;
  • Medidas de controle existentes: quais ações já estão em prática para reduzir ou eliminar o risco;
  • Avaliações realizadas: quais métodos, inspeções, entrevistas, medições ou análises foram usados.

Esse documento é importante porque organiza as evidências da empresa. Em uma fiscalização ou auditoria, não basta dizer que os riscos são acompanhados. É preciso demonstrar como foram identificados, avaliados e tratados.

No caso dos riscos psicossociais, o inventário deve ser construído com cuidado para não expor informações individuais sensíveis. O ideal é trabalhar com dados consolidados por área, função, grupo ou tendência, respeitando a confidencialidade dos colaboradores.

Passo 4: Plano de ação com prazos e responsáveis

Após elaborar o inventário, a empresa precisa transformar o diagnóstico em ação. É aqui que entra o plano de ação do PGR, exigido pela NR-1 como parte do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO).

O plano de ação deve indicar o que será feito para eliminar, reduzir ou controlar os riscos identificados. Para funcionar bem, ele precisa ser objetivo, rastreável e fácil de acompanhar.

Uma boa estrutura inclui:

  1. Ação prevista: qual medida será adotada para tratar o risco;
  2. Prazo: quando a ação deve ser concluída;
  3. Responsável: quem vai conduzir ou acompanhar a execução;
  4. Indicador de resultado: como a empresa vai saber se a ação funcionou;
  5. Status: em andamento, concluído, pendente ou em revisão.

Por exemplo: se uma área apresenta alto índice de sobrecarga e afastamentos, o plano pode prever revisão da distribuição de demandas, treinamento de liderança, criação de canal de escuta e acompanhamento mensal de absenteísmo e clima.

O ponto central é evitar planos genéricos. 

“Melhorar o ambiente” pode ser uma intenção, mas não é uma ação mensurável. 

Já “realizar pesquisa de clima trimestral por área e criar plano de resposta para setores com maior índice de sobrecarga” é mais claro, verificável e útil para a gestão.

Passo 5: Monitoramento contínuo e revisão periódica

Monitorar riscos ocupacionais exige acompanhamento contínuo e revisão periódica do PGR. O processo não termina quando o inventário é preenchido ou quando o plano de ação é criado.

A empresa precisa definir uma cadência para revisar riscos, atualizar informações e verificar se as medidas adotadas estão funcionando. 

Essa revisão pode acontecer em ciclos trimestrais, semestrais ou anuais, dependendo da complexidade da operação e do nível de risco de cada atividade.

Além disso, o PGR deve ser revisado sempre que houver mudanças relevantes, como:

  • Inclusão de novas atividades;
  • Mudanças no perfil da equipe;
  • Compra de máquinas ou equipamentos;
  • Identificação de novos riscos psicossociais;
  • Alterações em processos, estrutura ou layout;
  • Aumento de incidentes, afastamentos ou queixas;
  • Resultados insatisfatórios nos indicadores de saúde e segurança.

Como veremos melhor a seguir, alguns indicadores ajudam a acompanhar esse processo, como absenteísmo, afastamentos, CATs emitidas, turnover, pesquisas de clima, relatos de sobrecarga e outros.

Ferramentas digitais também podem ajudar a monitorar riscos no trabalho e fazer revisões, especialmente quando oferecem dashboards, alertas, histórico de ações, registros centralizados e relatórios de acompanhamento.

No fim, o monitoramento contínuo permite que a empresa aja antes que o problema se agrave. 

Em vez de reagir a acidentes, afastamentos ou fiscalizações, ela sabe como identificar riscos no ambiente de trabalho e gerenciá-los com método, evidências e previsibilidade.

Indicadores-chave para monitorar riscos ocupacionais

Os indicadores de monitoramento de riscos ocupacionais ajudam a transformar percepções em dados rastreáveis. Eles mostram onde há maior exposição, quais áreas exigem atenção e se as medidas de controle estão realmente funcionando.

O ideal é combinar indicadores quantitativos, que mostram volume e frequência, com indicadores qualitativos, que ajudam a entender percepções, comportamentos e sinais de alerta que nem sempre aparecem nos números.

IndicadorTipoO que mostraComo usar no monitoramento
Taxa de afastamentoQuantitativoVolume de colaboradores afastados por motivo de saúde ou acidente de trabalho.Ajuda a identificar áreas, funções ou períodos com maior incidência de adoecimento.
AbsenteísmoQuantitativoFrequência de faltas, atrasos ou ausências não planejadas.Pode indicar sobrecarga, problemas de clima, riscos ergonômicos ou questões de saúde mental.
CATs emitidasQuantitativoQuantidade de Comunicações de Acidente de Trabalho registradas.Permite acompanhar acidentes, doenças ocupacionais e recorrência de eventos por área.
Incidentes e quase acidentesQuantitativoSituações que poderiam ter causado dano, mesmo sem afastamento.Ajuda na prevenção antes que o risco se transforme em acidente real.
Turnover por áreaQuantitativoRotatividade de colaboradores em setores específicos.Pode sinalizar problemas de liderança, clima, carga de trabalho ou organização da rotina.
NPS interno ou eNPSQualitativoPercepção dos colaboradores sobre a empresa como lugar para trabalhar.Ajuda a acompanhar engajamento, confiança e satisfação geral com o ambiente.
Percepção de sobrecargaQualitativoComo os colaboradores avaliam volume de trabalho, pressão e equilíbrio da rotina.É um indicador importante para monitorar riscos psicossociais, como estresse e burnout.
Pesquisas de climaQualitativoQualidade das relações, comunicação, liderança e segurança psicológica.Ajuda a mapear fatores organizacionais que podem gerar desgaste ou adoecimento.
Feedbacks de liderançaQualitativoSinais observados pelos gestores sobre desempenho, comportamento e bem-estar dos times.Permite identificar mudanças de comportamento, conflitos, queda de energia ou riscos emergentes.
Adesão a programas de saúde e bem-estarQuantitativo e qualitativoUso de benefícios, canais de apoio, ações preventivas e iniciativas de cuidado.Mostra se as soluções oferecidas estão chegando às pessoas e fazendo sentido para a rotina.

Esses indicadores não devem ser analisados de forma isolada. 

Um aumento no absenteísmo, por exemplo, pode ter relação com clima, liderança, ergonomia, sobrecarga ou baixa adesão a benefícios. 

Por isso, o mais importante é cruzar informações e observar tendências.

Na prática, monitorar riscos no trabalho exige olhar para números, escuta e contexto. 

É essa combinação que permite ao RH, à CIPA, ao SESMT e às lideranças priorizar ações, atualizar o inventário de riscos e ajustar o plano de ação com mais segurança.

O papel do RH no monitoramento de riscos

O papel do RH no monitoramento de riscos ocupacionais é conectar dados, pessoas e áreas responsáveis pela prevenção. 

A área não substitui CIPA, SESMT ou especialistas de SST, mas funciona como ponte entre liderança, colaboradores e gestão.

O RH pode atuar de forma estratégica na saúde ocupacional ao:

  • Acompanhar os responsáveis pelo plano de ação;
  • Traduzir indicadores técnicos em decisões de gestão;
  • Apoiar a comunicação dos resultados do inventário de riscos;
  • Coletar dados de afastamento, absenteísmo, turnover e clima;
  • Registrar evidências que ajudem em auditorias e fiscalizações;
  • Mapear equipes sob pressão, com alta demanda ou sinais de desgaste.

As lideranças diretas também têm papel estratégico. 

Como estão próximas da rotina dos times, conseguem identificar mudanças de comportamento, conflitos, sobrecarga e queda de engajamento antes que esses sinais virem afastamentos ou incidentes.

E um ponto chama especial atenção de todos os profissionais envolvidos no monitoramento: os riscos psicossociais da NR-1 de 2026.

Riscos psicossociais: ponto de atenção para o RH

Os riscos psicossociais merecem atenção especial porque passaram a ter peso formal no gerenciamento de riscos ocupacionais previsto na NR-1. 

Isso significa que fatores como estresse crônico, sobrecarga, assédio, conflitos e burnout precisam ser identificados, avaliados, registrados e acompanhados no GRO.

Com a norma em vigor a partir de 26 de maio de 2026, esses riscos deixam de ser tratados como percepções subjetivas e passam a exigir evidências, plano de ação e revisão periódica no PGR

Além do impacto humano, há efeito financeiro. 

Segundo levantamento da Predictus citado pela Você RH, as ações trabalhistas envolvendo burnout cresceram cerca de 424% em dez anos: foram 943 processos em 2016 e 4.940 em 2025, com pico de 5.999 ações em 2024. 

No total, o estudo identificou 22.815 trabalhadores envolvidos e R$ 9,94 bilhões em valores de causa. Cabe destacar que, neste período, a OMS (Organização Mundial da Saúde) reconheceu oficialmente o burnout como doença ocupacional na CID-11.  

Isso reflete que a ausência de mapeamento documentado de riscos psicossociais pode pesar contra empresas em futuras ações envolvendo adoecimento mental e esgotamento profissional.

Além disso, quando houver nexo com o trabalho, afastamentos por doenças mentais superiores a 15 dias podem gerar benefício acidentário e impactar custos, estabilidade e FAP, calculado com base no histórico de acidentalidade e registros acidentários da Previdência.

Nesse contexto, soluções de saúde e bem-estar também podem apoiar a empresa na construção de uma rotina mais preventiva. 

Com a solução de Saúde e Bem-estar da Caju, o RH consegue ampliar o acesso dos colaboradores a iniciativas voltadas à saúde física, emocional e qualidade de vida, conectando benefícios, parceiros e experiências em uma gestão mais simples. 

A proposta não substitui o GRO, o PGR ou o trabalho técnico de SST, mas ajuda a fortalecer a estratégia de cuidado contínuo e a tornar o suporte aos colaboradores mais acessível no dia a dia. 

Ainda tem dúvidas sobre o assunto? Acesse o HUB de NR-1 da Caju e veja como implementar o GRO com riscos psicossociais.

Conclusão

Monitorar riscos ocupacionais não é um projeto com começo, meio e fim definidos. É um processo contínuo, que exige método, indicadores, registros atualizados e revisão periódica para acompanhar as mudanças na empresa e agir antes que os problemas cresçam.

A NR-1 atualizada formaliza algo que empresas bem geridas já vinham entendendo: cuidar da saúde dos colaboradores não é apenas uma obrigação de compliance. 

É uma estratégia para reduzir afastamentos, melhorar a gestão de riscos, proteger a operação e fortalecer a qualidade de vida no trabalho.

Quando RH, CIPA, SESMT e lideranças atuam juntos, o monitoramento deixa de ser apenas um documento técnico e passa a orientar decisões reais.

Pronto para estruturar o monitoramento de riscos na sua empresa? Comece pelo diagnóstico. Baixe o Checklist de Gestão de Riscos Psicossociais e identifique os pontos críticos da sua empresa.

FAQ – Perguntas Frequentes

O que é monitorar riscos ocupacionais?

É o processo contínuo de identificar, avaliar, controlar e revisar os perigos presentes no ambiente de trabalho que podem causar danos à saúde física ou mental dos trabalhadores. Envolve coleta de dados, análise de indicadores, plano de ação e revisão periódica, tudo documentado no PGR, conforme exige a NR-1.

A NR-1 obriga o monitoramento contínuo de riscos psicossociais?

Sim. Desde maio de 2026, a NR-1 atualizada inclui expressamente os riscos psicossociais, como estresse, assédio e burnout, no escopo do GRO. As empresas devem identificar, avaliar e monitorar esses fatores com plano de ação formalizado, sujeito a fiscalização pelo MTE.

Qual a diferença entre GRO e PGR?

O Gerenciamento de Riscos Ocupacionais ou GRO é o sistema de gestão contínuo, a filosofia e o processo. O PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos) é o documento que materializa esse processo, reunindo o inventário de riscos e o plano de ação. Em resumo: o GRO é o método, o PGR é o registro.

Quais indicadores usar para monitorar riscos ocupacionais?

Os principais indicadores incluem taxa de absenteísmo, afastamentos por doenças ocupacionais (especialmente transtornos mentais), número de CATs emitidas, turnover e resultados de pesquisas de clima. Para riscos psicossociais, também são relevantes a percepção de sobrecarga e o NPS interno.

Qual o papel do RH no monitoramento de riscos ocupacionais?

Com a atualização da NR-1, o RH passou a ter papel ativo na gestão de riscos, especialmente os psicossociais. Cabe ao RH coletar dados de absenteísmo e afastamento, mapear equipes sob pressão, registrar evidências para auditoria e integrar ações ao PGR em conjunto com o SESMT e a liderança.

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Cecilia Alberigi

Sou jornalista, publicitária e viajante nas horas vagas. Na Caju, minha missão é transformar textos complexos em conteúdos claros, acessíveis e que façam sentido para quem me lê.

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