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Cartão virtual: o que é, como funciona e como usar na sua empresa
Por Cecilia Alberigi em
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O Índice da Quarta Onda do RH no Brasil mostra em qual estágio de maturidade o RH brasileiro realmente está. Com 317 profissionais e lideranças de RH entrevistados, o estudo revela um cenário em que a maioria das empresas ainda está nas primeiras ondas de evolução da área.
O Índice da Quarta Onda do RH no Brasil é um estudo da Caju que mede, com base em dados, o nível de maturidade do RH brasileiro e mostra em qual estágio de evolução as empresas se encontram. Para isso, a pesquisa ouviu 317 profissionais e lideranças de RH de empresas de diferentes portes e avaliou 30 perguntas, distribuídas entre seis pilares que refletem os principais desafios e capacidades necessários para a transformação da área.
O resultado mostra um cenário importante: o score médio do RH brasileiro foi de 37 pontos, em uma escala de 0 a 100, posicionando a maior parte das empresas nas primeiras ondas de maturidade.
Mas o índice revela mais do que uma média. Os dados mostram como a estrutura das equipes se relaciona com a maturidade da área, quais capacidades ainda representam desafios e por que ter um RH maior não significa, necessariamente, ter um RH mais estratégico.
Neste artigo, você vai entender como o Índice da Quarta Onda do RH foi construído, quais são seus principais resultados e o que eles revelam sobre os caminhos para a evolução do RH no Brasil.
O Índice da Quarta Onda do RH é um estudo da Caju que mede o nível de maturidade do RH brasileiro a partir da lógica das quatro ondas de evolução da função de Recursos Humanos associadas a Dave Ulrich.
Para chegar a uma medida de maturidade do RH brasileiro, o estudo foi estruturado a partir de 30 perguntas, divididas igualmente entre seis pilares que representam diferentes dimensões da evolução da área:
Cada resposta recebeu uma pontuação de 0 a 100. A combinação dos resultados permite identificar o nível de maturidade do RH em cada pilar e no conjunto, mostrando onde as empresas estão mais avançadas e quais são os principais pontos de atenção para a evolução da área.
Com 37 pontos de score médio, o Brasil está, em média, na segunda onda de maturidade.

Os dados apontam para uma conclusão importante: a maturidade do RH depende menos de uma iniciativa isolada e mais da capacidade de integrar pessoas, estratégia, tecnologia, mudança e geração de valor.
Entre os principais achados do estudo estão três pontos.
Um dos achados mais interessantes do Índice da Quarta Onda do RH aparece quando os resultados são cruzados com o tamanho das equipes.
Os dados mostram que equipes de cinco a 15 profissionais apresentaram o maior score médio: 40,8 pontos. O resultado ficou acima tanto das equipes de duas a quatro pessoas, com 39,7 pontos, quanto das estruturas com mais de 15 profissionais, que alcançaram 38,4 pontos.
O resultado não significa que exista um tamanho ideal de equipe de RH.
A própria pesquisa ressalta que fatores como porte da organização, número de colaboradores, complexidade operacional, distribuição geográfica, modelo de negócio e nível de terceirização influenciam o dimensionamento da área. Além disso, por ser uma pesquisa de participação voluntária, os resultados representam o retrato da amostra analisada, e não uma regra universal.
O que o dado sugere é outra coisa: a maturidade não parece crescer de maneira linear conforme o RH ganha profissionais.
A diferença mais expressiva aparece entre as empresas em que o RH é formado por apenas uma pessoa.
Nesse grupo, o score médio foi de 29 pontos, o menor entre as estruturas analisadas. Mais da metade das empresas desse grupo, 51,9%, está na primeira onda.
O resultado ajuda a explicar uma dificuldade prática.
Quando uma única pessoa precisa cuidar de recrutamento, benefícios, processos trabalhistas, desenvolvimento, atendimento aos colaboradores e outras demandas, grande parte da capacidade da área pode ficar concentrada na operação.
Com isso, sobra menos espaço para atividades como planejamento, análise de dados, inovação e atuação próxima ao negócio.
O levantamento mostra justamente que deixar de ter um RH formado por uma única pessoa produz um salto considerável de maturidade. Depois desse primeiro avanço, porém, simplesmente adicionar profissionais não garante a mesma evolução.
Entre os diferentes tamanhos de equipe analisados, as equipes de cinco a 15 profissionais tiveram o maior score médio, com 40,8 pontos. Também apresentaram a maior proporção de empresas na terceira ou quarta onda: 32,9%.
Os dados sugerem que essa faixa pode combinar especialização e proximidade com o negócio, permitindo dividir responsabilidades sem perder agilidade e visão integrada.
Já as equipes com mais de 15 profissionais tiveram score médio de 38,4 pontos. Apesar disso, concentraram a maior proporção de empresas na quarta onda, com 7,3%.
O cenário mostra que tamanho, por si só, não determina a maturidade do RH:
Mais do que perguntar quantas pessoas o RH tem, os dados indicam que é preciso olhar para o que essa estrutura consegue fazer e quanto dela está dedicada à atuação estratégica.
Mais do que mostrar em qual estágio o RH brasileiro está, o Índice da Quarta Onda do RH pode ajudar as empresas a entenderem onde estão seus principais desafios e quais capacidades precisam ser desenvolvidas para avançar.
O ponto de partida é olhar para os seis pilares de forma integrada. Um resultado mais baixo em determinada dimensão pode indicar justamente o que está impedindo o RH de evoluir para o próximo estágio de maturidade. Em vez de investir em novas iniciativas de forma indiscriminada, os dados ajudam a direcionar esforços para os gargalos que podem gerar maior impacto.
Essa análise também ajuda a mudar a forma como o RH demonstra seu valor. A evolução da área não está apenas em acompanhar indicadores de pessoas, mas em conseguir conectar suas iniciativas a resultados concretos para o negócio. Isso significa entender, por exemplo, como uma mudança na gestão de pessoas pode influenciar produtividade, experiência do cliente, retenção ou outros resultados relevantes para a organização.
A tecnologia entra nesse processo como uma das ferramentas para ampliar a capacidade do RH. O uso de inteligência artificial pode automatizar tarefas, acelerar análises e liberar tempo para atividades mais estratégicas. Mas, como mostra o próprio resultado do Índice, adotar IA não é suficiente: o desafio está em utilizar a tecnologia de maneira que ela contribua efetivamente para a transformação da função e para a geração de valor.
Nesse sentido, o Índice da Quarta Onda do RH não deve ser visto apenas como uma fotografia do RH brasileiro. Seus resultados ajudam a identificar prioridades, orientar decisões e direcionar os esforços necessários para a evolução da área.

O principal valor do Índice está em transformar uma discussão abstrata em uma análise baseada em dados.
Os resultados mostram que o RH brasileiro já avançou, mas que a maturidade da função ainda está longe de ser homogênea. A maior parte das empresas permanece nas primeiras ondas, enquanto apenas uma parcela pequena já opera na lógica da quarta onda.
Ao mesmo tempo, o levantamento mostra que a evolução não depende simplesmente de aumentar o tamanho da equipe.
Estrutura, especialização, capacidade de execução, tecnologia e proximidade com o negócio precisam trabalhar juntas.
Por isso, talvez a pergunta mais importante não seja quantas pessoas uma empresa precisa ter no RH, mas quanto valor essa estrutura é capaz de gerar.
O Índice da Quarta Onda do RH mostra onde está a maturidade do RH brasileiro e quais são alguns dos fatores associados à evolução da área.
Com uma amostra de 317 profissionais e lideranças, o estudo oferece uma visão sobre os diferentes estágios de maturidade e mostra como a estrutura das equipes pode se relacionar com essa evolução.
Quer comparar a maturidade do seu RH com o cenário brasileiro? Baixe gratuitamente o Índice da Quarta Onda do RH.
O Índice da Quarta Onda do RH é um estudo da Caju que mede a maturidade do RH brasileiro a partir da lógica das quatro ondas de evolução da gestão de pessoas. A pesquisa ouviu 317 profissionais e lideranças de RH e avaliou seis pilares relacionados à transformação da função.
O score médio do RH brasileiro foi de 37 pontos em uma escala de 0 a 100, resultado que posiciona o país na segunda onda de maturidade.
Segundo o Índice, 4,4% das empresas avaliadas estão na quarta onda do RH. Esse grupo apresenta bom desempenho simultâneo nos seis pilares analisados.
Estar na quarta onda significa que o RH consegue conectar suas práticas e decisões de gestão de pessoas ao valor gerado para clientes, negócio e outros stakeholders externos, adotando uma perspectiva outside-in.
O modelo outside-in propõe que o RH amplie seu olhar para além das necessidades internas da organização e considere clientes, mercado e outros stakeholders ao definir e avaliar suas práticas de gestão de pessoas.
Não. O Índice mostra que nenhum porte de empresa garante, por si só, a chegada à terceira ou à quarta onda. A estrutura disponível para o RH também influencia sua capacidade de sair da operação e atuar estrategicamente.
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Sou jornalista, publicitária e viajante nas horas vagas. Na Caju, minha missão é transformar textos complexos em conteúdos claros, acessíveis e que façam sentido para quem me lê.
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