Receba um pedaço da Caju toda semana.

Inscreva-se na nossa newsletter e receba as principais novidades que o profissional de RH precisa saber para se destacar no mercado.

Benefícios corporativos

Como calcular o valor do vale-alimentação: guia completo para empresas

Para saber como calcular o valor do vale-alimentação, é preciso considerar custos médios da região, jornada de trabalho, possibilidades da empresa e também se ela adere ou não ao PAT. Assim, chega-se a uma quantia que cumpra sua função social.

Criado em

Atualizado em

por Cecilia Alberigi

Leia em 11 minutos

Os benefícios corporativos de alimentação são sempre olhados com carinho pelos colaboradores e podem, sim, influenciar em uma decisão de troca de emprego. Se uma companhia oferece valores mais altos e flexíveis, sai na frente de outra que paga menos e com tecnologia mais ultrapassada.

Por isso, saber como calcular o valor do vale-alimentação é um grande diferencial para toda marca empregadora. Inclusive, mesmo que o VA não seja obrigatório por lei (com exceção dos acordos coletivos), vale a pena aderir ao PAT, Programa de Alimentação do Trabalhador — os incentivos fiscais e a melhora no poder de compra do colaborador precisam ser considerados.

Ao longo deste artigo, você entende mais sobre o cálculo do vale-alimentação e detalhes sobre a política de benefícios corporativos para sua empresa seguir. Continue lendo!

O que é o vale-alimentação e sua legislação

O vale-alimentação é um benefício oferecido por empresas a seus empregados com o objetivo de auxiliar na compra de alimentos, facilitando boas refeições. Ele pode ser disponibilizado por meio de cartões eletrônicos, cupons ou outros meios semelhantes, permitindo que o trabalhador adquira gêneros alimentícios em estabelecimentos credenciados. 

A principal vantagem é que ele visa melhorar as condições nutricionais do empregado e, claro, sua qualidade de vida e produtividade.

A concessão do vale-alimentação não é obrigatória por lei. Sua oferta é uma decisão voluntária do empregador, porém, há casos em que é prevista em acordos ou convenções coletivas de trabalho. Quando isso ocorre, o benefício passa a ter caráter obrigatório para as empresas abrangidas por aquele instrumento coletivo.

Mesmo sem obrigatoriedade, a legislação do vale-alimentação se apoia principalmente no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), instituído pela Lei nº 6.321/1976 e regulamentado pelo Decreto nº 10.854/2021. 

De forma resumida, o PAT incentiva as empresas a fornecer alimentação saudável aos seus funcionários, com incentivos fiscais àquelas que aderem ao programa. Ainda assim, a adesão é facultativa, e o vale-alimentação, por si só, não é um direito trabalhista obrigatório previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Os fatores que impactam o cálculo do valor do vale-alimentação

Existem alguns fatores-chave que influenciam na gestão de vale-alimentação. Nós falamos mais de cada um na sequência:

Quantidade de dias úteis no mês

A quantia de dias trabalhados no mês precisa ser levada em conta para o vale-alimentação. Caso a empresa tenha escalas e dias trabalhados no fim de semana ou feriado, isso também deve entrar na conta.

O custo médio da alimentação na região do empregado

Empresas localizadas em cidades com custo de vida elevado geralmente precisam ajustar o valor do benefício para garantir que ele cumpra sua função social, permitindo que o trabalhador cubra, ao menos, parte significativa de suas despesas alimentares. Por exemplo, uma empresa na zona sul de São Paulo capital tende a ter um valor de VA mais alto que uma cidade no interior do estado.

Participa ou não do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT)

Caso a organização tenha aderido ao PAT, deve seguir algumas diretrizes específicas, como a limitação do desconto máximo de 20% sobre o valor do benefício e a destinação exclusiva dos recursos à alimentação. 

Possibilidades da empresa

A decisão final depende da capacidade financeira da empresa e de seus objetivos com o benefício, como atração e retenção de talentos. Por isso, faz sentido analisar de perto melhorias na política de benefícios.

Como é a jornada de trabalho

O formato de trabalho, seja ela presencial, híbrido ou remoto, pode ser um fator a se considerar, principalmente para o cálculo do valor médio por dia. Considerando o trabalho remoto, a flexibilidade do benefício também é importante. Além disso, o tempo de jornada também entra na conta de VA.

Vale lembrar que a categoria profissional (definida por convenções coletivas) também podem influenciar diretamente no valor pago.

O fato é que essas regras ajudam a equilibrar os custos entre empregador e empregado, garantindo que o vale cumpra seu propósito de promover a saúde e o bem-estar do trabalhador.

Como calcular o valor do vale-alimentação

O cálculo do vale-alimentação parte da definição de um valor diário (VD) multiplicado pelos dias efetivamente trabalhados (DT) no mês. A esse total, aplica-se o percentual de desconto (PD), quando houver, especialmente se a empresa aderir ao PAT, que limita a contribuição do empregado a no máximo 20% do benefício.

 Dito isso, a fórmula geral é:

VA= (VD×DT) − PD

Exemplo prático do cálculo do VA de um colaborador CLT integral

  • Valor diário (VD): R$ 25
  • Dias úteis (DT): 22
  • Percentual de desconto (DC): 10%

VA = (25×22) − [(25×22)×0,10]

Nesse caso, o trabalhador CLT integral receberia R$ 495 líquidos de vale-alimentação no mês.

Exemplo prático do cálculo do VA de um colaborador em tempo parcial

Considerando que o funcionário trabalha 4 dias por semana (em vez de 5)

  • Valor diário (VD): R$ 25,00
  • Dias úteis (DT): 18
  • Percentual de desconto (DC): 10%

VA = (25×18) − [(25×18)×0,10]

Para esta situação, o valor é proporcional à carga horária reduzida, fechando em R$ 405.

Exemplo prático de cálculo do VA para estagiário

Para estagiários, o benefício não é obrigatório, mas muitas empresas oferecem valores fixos e sem o desconto, uma vez que não existe vínculo a CLT. Nesse caso, a empresa pode definir o valor que considerar justo de acordo com seu financeiro e que satisfaça o estagiário.

Erros comuns ao calcular o vale-alimentação e como evitá-los

Para que o valor do vale-alimentação seja justo e faça a diferença no dia a dia do colaborador, evite os seguintes erros:

1. Não considerar jornadas diferenciadas

Aplicar o mesmo valor de vale-alimentação a todos os colaboradores, sem levar em conta as diferenças de jornada, é um erro clássico. Funcionários que trabalham meio período, em regime de tempo parcial ou com escalas reduzidas podem receber valores desproporcionais se o cálculo não for ajustado.

Na prática, isso pode gerar insatisfação e até questionamentos trabalhistas, especialmente quando há discrepâncias evidentes entre a carga horária e o benefício pago. Portanto, a dica é estabelecer critérios claros de proporcionalidade. 

2. Ignorar legislação ou acordos coletivos

Outro erro recorrente é desconsiderar as normas legais e os acordos ou convenções coletivas que podem impor regras específicas sobre o benefício. Embora o vale-alimentação não seja obrigatório por lei, muitos sindicatos estipulam valores mínimos, limites de desconto ou condições diferenciadas para determinadas categorias profissionais. Ignorar esses instrumentos pode expor a empresa a penalidades, ações trabalhistas e perda de credibilidade junto aos empregados.

Nossa dica é que o setor de RH mantenha uma rotina de acompanhamento das atualizações sindicais e legais. A consulta periódica ao sindicato da categoria e o registro formal das regras internas ajudam a garantir que o benefício seja calculado de acordo com as exigências vigentes.

3. Padronizar valores, deixando de lado diferenças regionais

As regras do vale-alimentação para colaboradores em diferentes cidades ou estados precisa ser diferenciada, ou vai causar distorções significativas. O custo de vida e o preço médio das refeições variam bastante entre regiões, e um valor adequado em uma localidade pode ser insuficiente em outra. Essa padronização desconsidera as realidades locais e pode impactar negativamente a satisfação e o poder de compra dos trabalhadores.

Por isso, realize estudos periódicos de custo de vida por região e ajuste o benefício conforme o preço médio das refeições.

4. Não considerar a flexibilidade e soluções com tecnologia

Muitas empresas ainda gerenciam o vale-alimentação de forma manual ou com políticas rígidas, sem aproveitar as soluções tecnológicas disponíveis. Isso pode gerar erros de cálculo, atrasos e dificuldade de controle, especialmente em grandes equipes. Além disso, a falta de flexibilidade pode limitar o uso do benefício pelo colaborador, tornando-o menos atrativo.

Adotar sistemas digitais de gestão de benefícios e cartões integrados é uma forma de modernizar o processo. Essas plataformas permitem cálculos automáticos, descontos proporcionais e maior transparência no controle de gastos. A tecnologia também facilita a personalização por perfil de colaborador, o que reduz falhas e melhora a experiência do trabalhador.

5. Não reajustar conforme a inflação

Outro erro comum ao calcular o valor do vale-alimentação por colaborador é manter a quantia congelada por longos períodos, sem acompanhar a inflação dos alimentos. Com o aumento constante dos preços, o poder de compra do benefício diminui, prejudicando os trabalhadores e tornando o auxílio menos efetivo. 

Essa desatualização também pode afetar a imagem da empresa, que passa a ser vista como desatenta às necessidades reais de seus colaboradores. Então, considere reajustes periódicos com base em índices oficiais, como o IPCA Alimentação ou indicadores regionais. 

Como soluções da Caju facilitam o cálculo e gestão do vale-alimentação

Quando você oferece vale-alimentação via Caju, a experiência tanto do RH quanto dos colaboradores é mais positiva.

Pensando no dia a dia do RH e DP, a vantagem é que as soluções da Caju tornam o cálculo e a gestão do vale-alimentação muito mais simples e eficientes ao automatizar processos que, tradicionalmente, exigem tempo e controle manual. 

A plataforma permite que o RH programe o valor do benefício conforme jornadas, dias trabalhados e políticas internas, eliminando erros e garantindo conformidade com o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e acordos coletivos. Tudo é feito de forma digital, com acompanhamento em tempo real e relatórios completos sobre o uso e a destinação dos recursos.

Outro diferencial é a integração total com outros benefícios corporativos, como vale-refeição, transporte, cultura e saúde, em um único sistema. A Caju centraliza tudo em um cartão multibenefícios, que permite ao colaborador gerenciar seus saldos de forma flexível, usando o valor disponível de acordo com suas necessidades e preferências. Essa unificação reduz custos administrativos, facilita o controle contábil e melhora a experiência do colaborador, que passa a ter autonomia e praticidade no uso dos benefícios.

Além disso, a Caju oferece uma gestão automatizada e segura, com dashboards que permitem acompanhar gastos, ajustar políticas de benefícios e garantir conformidade fiscal. A digitalização de todo o processo proporciona mais transparência e eficiência para o RH, enquanto os colaboradores desfrutam de uma solução moderna, prática e alinhada às novas formas de trabalho.

Outras perguntas frequentes sobre vale-alimentação

Como calcular o valor do vale-alimentação corretamente?

Calcule o vale-alimentação multiplicando o valor diário do benefício pelos dias trabalhados e aplicando o desconto previsto (até 20% se a empresa aderir ao PAT).

Quais fatores considerar ao definir o valor do benefício?

Considere jornada de trabalho, custo de vida regional, acordos coletivos, política interna e índices de inflação.

O cálculo do vale-alimentação muda por tipo de contrato ou jornada?

Sim, o cálculo pode variar conforme a carga horária ou tipo de vínculo (integral, parcial, estagiário etc.).

Como o vale-alimentação impacta a folha de pagamento e impostos?

O vale-alimentação não integra a folha nem sofre encargos trabalhistas se estiver dentro das regras do PAT.

É possível ajustar o valor do vale-alimentação sem ferir a legislação?

Sim, desde que respeite as convenções coletivas, comunique os colaboradores e mantenha proporcionalidade e transparência.

Saber como calcular o vale-alimentação é essencial para garantir justiça, transparência e conformidade nas políticas de benefícios da empresa. Ao considerar fatores como jornada de trabalho, custo regional, acordos coletivos e possíveis descontos previstos no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), o RH assegura que o valor concedido seja adequado e proporcional à realidade de cada colaborador.

Mais do que uma obrigação corporativa, o vale-alimentação é um investimento no bem-estar e na produtividade da equipe. Um cálculo preciso e atualizado demonstra cuidado com as pessoas e contribui para um ambiente de trabalho mais equilibrado, engajado e alinhado às boas práticas de gestão de
Você viu que o vale-alimentação faz a diferença para ter uma marca empregadora forte. Mas o que mais muda esse ponteiro? Confira dicas práticas em nosso webinar sobre employer branding!

Conheça a Caju

Preencha o formulário de interesse abaixo.

Entraremos em contato com as melhores soluções para sua empresa.

Compartilhe nas redes sociais

Cecilia Alberigi

Sou jornalista, publicitária e viajante nas horas vagas. Na Caju, minha missão é transformar textos complexos em conteúdos claros, acessíveis e que façam sentido para quem me lê. Acredito que a flexibilidade é fundamental em todos os aspectos da vida, por isso valorizo a liberdade de adaptação, tanto no trabalho quanto no cotidiano.

Ver todos os posts dessa autoria

Receba um pedaço da Caju toda semana.

Inscreva-se na nossa newsletter e receba as principais novidades que o profissional de RH precisa saber para se destacar no mercado.