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Entenda o que muda com a nova tabela do Imposto de Renda 2026, como isso afeta as empresas, e o papel estratégico do RH nessa transição.
A nova tabela do IR já é uma realidade.
Para quem trabalha com RH, DP ou Finanças, ignorar essa mudança pode gerar ruídos na folha, dúvidas dos colaboradores e até decisões equivocadas de remuneração.
A reforma do IR muda profundamente a forma como milhões de trabalhadores serão tributados a partir de 2026, e isso significa que salário líquido, poder de compra, simulações internas e comunicação corporativa também mudam.
Se o RH não entender essa virada agora, corre o risco de entrar em 2026 sem preparo, enfrentando retrabalho, inconsistência de dados e colaboradores confusos com o novo desconto no holerite.
Por outro lado, quem domina as mudanças tem a chance de transformar um tema complexo em uma experiência positiva, transparente e educativa para o time, reforçando credibilidade e confiança.
Este artigo explica de forma simples o que muda com a nova tabela do Imposto de Renda 2026, quem será beneficiado, como isso afeta as empresas, e o papel estratégico do RH nessa transição.
A nova tabela do IR faz parte da reforma recentemente aprovada que moderniza a forma como os trabalhadores brasileiros são tributados. Na prática, ela altera as faixas de renda e a forma de calcular o Imposto de Renda retido na fonte, trazendo mudanças diretas para profissionais e empresas.
Com a reforma do IR, a estrutura fica mais progressiva: quem ganha menos paga menos; quem ganha mais contribui proporcionalmente mais.
O principal destaque é o aumento da faixa de isenção do imposto, que passa a contemplar um número muito maior de trabalhadores. Isso significa menos desconto de IR no holerite e mais salário líquido ao final do mês.
Além disso, as faixas do imposto de renda 2026 serão atualizadas para corrigir parte da defasagem histórica da tabela, algo muito esperado por profissionais, empresas e especialistas.
Para quem trabalha com folha, isso representa mudanças no cálculo do IR na folha de pagamento e ajustes importantes nos sistemas internos. A ideia central da reforma é tornar a tributação mais justa e alinhada à realidade econômica do país.
Até 2025, a regra era bem mais restrita. Pela tabela anterior, tínhamos:
Ou seja: boa parte dos trabalhadores pagava IR mesmo recebendo salários modestos, o que gerava defasagem e perda de poder de compra.
Com a reforma, a faixa de isenção aumentou substancialmente, beneficiando milhões de brasileiros. O governo estima que quem recebe R$ 5.000 terá uma economia anual de R$ 4.356,89, graças à nova estrutura mais justa e progressiva.
Além disso, o Congresso ampliou a faixa de isenção parcial para R$ 7.350, movimento viabilizado pela nova tributação sobre altas rendas, que garantiu compensação fiscal e permitiu ampliar o benefício.
A tabela abaixo resume como passa a funcionar as novas faixas do Imposto de Renda 2026, refletindo a estrutura divulgada pelo governo conforme aprovado pelo Congresso:
| Faixa de Renda Mensal (R$) | Alíquota | Situação |
| Até R$ 5.000 | 0% | Isento |
| De R$ 5.001 a R$ 7.350 | 7,5% | Isenção parcial + descontos |
| De R$ 7.351 a R$ 11.000 | 15% | Tributação progressiva |
| De R$ 11.001 a R$ 21.000 | 22,5% | Tributação progressiva |
| Acima de R$ 21.000 | 27,5% | Faixa máxima |
Dica: calcule quanto você poderá economizar com a nova tabela nesta calculadora!
A nova tabela do IR começa a valer oficialmente em janeiro de 2026.
Na prática, desde esta data, já serão consideradas as novas faixas de imposto de renda 2026. Os efeitos aparecerão para os contribuintes na declaração de IRPF de 2027, que se refere ao ano-calendário de 2026.
A preparação do RH e do DP precisa acontecer agora: sistemas, cálculos, parametrizações e simulações devem ser revisados para garantir que a mudança seja aplicada corretamente já no primeiro holerite de 2026.
Para quem trabalha com processos de folha, isso significa revisar:
Essa etapa é essencial, pois uma implementação incorreta pode gerar divergências nos valores descontados, questionamentos dos colaboradores e retrabalho para os times.
Além disso, entender desde já as regras da reforma ajuda os setores a anteciparem o impacto da reforma do IR para as empresas, especialmente no planejamento financeiro e nas políticas de remuneração.
Quanto mais cedo o RH se organizar, mais transparente será a transição e mais confiança será gerada entre empresa e colaboradores.
Principalmente os trabalhadores de renda média que recebem até R$ 5.000. A nova tabela do IR foi desenhada para aliviar a carga tributária deste grupo, que passa a ser totalmente isento.
Isso representa um avanço importante no poder de compra, já que boa parte desses profissionais pagava IR mesmo com salários relativamente modestos.
Mas o benefício não para aí.
Com a ampliação da isenção parcial até R$ 7.350, trabalhadores dessa faixa também terão redução significativa do imposto retido, o que melhora a renda disponível no mês e contribui para o bem-estar financeiro.
Esse ganho mensal pode ser usado para equilibrar despesas, investir em saúde, reforçar a poupança ou aliviar o orçamento familiar.
Mas há também relevante impacto da reforma do IR para empresas: a isenção total ou parcial tende a refletir em colaboradores mais tranquilos, engajados e produtivos.
Após entender quem será beneficiado com a nova tabela do IR, vamos ver na prática como ela afeta o salário líquido de diferentes perfis, usando cenários reais baseados nas faixas aprovadas.
Os valores são estimativas médias (deduções, dependentes e outras variáveis podem alterar o resultado), mas ajudam a entender o impacto concreto da mudança.
Abaixo, você confere uma tabela com a estimativa da economia mensal e anual para algumas faixas:
| Faixa de renda | Economia mensal | Economia anual |
| R$ 5.000 | R$ 312,89 | R$ 4.067,57 |
| R$ 6.000 | R$ 179,75 | R$ 2.336,75 |
| R$ 7.000 | R$ 46,60 | R$ 605,80 |
| R$ 8.000 | R$ 0,00 | R$ 0,00 |
| R$ 10.000 | R$ 0,00 | R$ 0,00 |
Fonte: Bora Investir – B3
A nova tabela do IR também traz mudanças importantes para empresas e áreas de Recursos Humanos, DP e Financeiro.
Como o desconto de IR no holerite será menor para grande parte dos colaboradores, o salário líquido aumenta, alterando a percepção de remuneração e a comunicação interna sobre ganhos reais.
Na prática, isso exige atenção redobrada do RH e do DP, especialmente nos processos de folha, integrações de sistemas e orientações ao time. Entre os impactos mais relevantes estão:
Para as empresas, a reforma cria espaço para reforçar credibilidade e consistência nas informações.
Para o RH, abre uma oportunidade de explicar com clareza como a nova tabela do Imposto de Renda 2026 melhora o ganho real, algo que apoia engajamento, satisfação e percepção de valor total da remuneração.
Leia também: Dedução Fiscal para empresas: como maximizar benefícios?
A nova tabela do IR não representa apenas uma atualização técnica das faixas de tributação. Ela faz parte de um movimento maior para tornar o sistema mais equilibrado e alinhado à realidade econômica do país.
Durante anos, trabalhadores de renda média foram os mais impactados pela defasagem da tabela, pagando imposto mesmo recebendo salários que mal acompanhavam a inflação. A reforma busca corrigir esse descompasso.
Com o aumento da faixa de isenção do IR e ajuste das alíquotas intermediárias, a medida reduz a carga tributária justamente sobre quem mais sente o peso do orçamento mensal.
Como já apontamos, isso aumenta a tranquilidade e o engajamento dos colaboradores, o poder de compra e melhora a percepção de justiça fiscal entre trabalhadores.
Mas o grande diferencial é que, ao aliviar quem ganha menos, a reforma compensa a arrecadação ampliando a tributação sobre rendas mais altas, contribuindo para uma estrutura fiscal mais progressiva.
Um dos pilares da reforma é a inclusão de tributação sobre lucros e dividendos recebidos por pessoas físicas de alta renda.
Até então, esse tipo de ganho era isento, o que criava distorções importantes quando comparado à tributação de trabalhadores assalariados.
Com a nova política, parte significativa da compensação fiscal necessária para ampliar a isenção vem justamente dessa cobrança sobre rendimentos mais elevados.
Isso permite manter a nova tabela do Imposto de Renda 2026 fiscalmente equilibrada, ao mesmo tempo em que redistribui o peso tributário de forma mais justa.
Para o RH e para as empresas, essa mudança não afeta diretamente o holerite, mas reforça o conceito de equidade financeira na comunicação com os colaboradores, explicando por que a reforma favorece especialmente quem ganha menos e democratiza o impacto positivo da nova tabela.
A chegada da reforma do imposto de renda exige clareza e proximidade na mensagem por parte do RH.
Para muitos colaboradores, temas tributários ainda parecem complexos.
Por isso, traduzir o impacto no salário líquido é essencial para fortalecer a confiança e reduzir dúvidas.
Além disso, mostrar o ganho real mês a mês ajuda a engajar o time e reforça uma percepção positiva da empresa.
Uma comunicação eficiente pode incluir:
Quando o RH comunica com transparência e apoio, a reforma do IR deixa de ser apenas uma mudança técnica e passa a ser uma oportunidade de melhorar o bem-estar e a experiência do colaborador.
A Caju pode apoiar esse processo ao fortalecer a educação financeira e oferecer ferramentas que ajudam o colaborador a visualizar melhor sua renda líquida, seus benefícios e sua saúde financeira ao longo do mês.
A nova tabela do IR marca um momento importante para empresas e trabalhadores: mais isenção, com progressividade e mais renda disponível para grande parte dos colaboradores.
Ao longo deste artigo, vimos como as faixas mudam, quem ganha mais com a reforma do IR e quais ajustes são necessários nos processos de folha, comunicação interna e planejamento financeiro das empresas.
Para o RH e o DP, entender essas mudanças é uma oportunidade de fortalecer a confiança do time, melhorar a percepção de remuneração e apoiar a saúde financeira dos colaboradores.
É aqui que soluções como a Caju se tornam estratégicas: ao oferecer gestão simples, benefícios flexíveis e educação financeira, a plataforma ajuda empresas a traduzirem mudanças complexas em clareza e apoio real no dia a dia.
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É a atualização das faixas e alíquotas do IR, aprovada na reforma tributária, que amplia a isenção e reduz o imposto retido para grande parte dos trabalhadores.
A partir de 2026, quem ganha até R$ 5.000 fica isento. Há isenção parcial até R$ 7.350. O objetivo é reduzir a carga para rendas menores e médias.
O IR será calculado com base nas novas faixas e alíquotas. Quanto menor a renda, menor o imposto retido na fonte. Com o aumento da isenção, milhões de trabalhadores deixarão de pagar IR ou pagarão menos.
Quem ganha R$ 7.000 se enquadra na faixa de isenção parcial. Isso significa um desconto menor do que o atual, reduzindo bastante o IR retido em comparação com 2025.
A nova tabela começa a valer em janeiro de 2026, e o RH precisa ajustar sistemas e cálculos para que o holerite já reflita as novas regras no início do ano.
Principalmente trabalhadores de renda média (isenção de ganhos até R$ 5.000). Rendas até R$ 7.350 também terão redução significativa do imposto.
A isenção total passa a ser de até R$ 5.000 mensais. Há também uma isenção parcial até R$ 7.350, reduzindo o imposto para quem está nessa faixa.
O desconto de IR no holerite diminui, aumentando o salário líquido. Para muitos colaboradores, isso representa uma economia anual relevante e melhora do bem-estar financeiro.
Atualizando sistemas, revisando cálculos, criando materiais explicativos e comunicando de forma clara o impacto no salário líquido. Simulações e FAQs internas ajudam a reduzir dúvidas.
Além de ajustes operacionais na folha, a reforma melhora a percepção de remuneração dos colaboradores. Para as empresas, isso reforça transparência, satisfação e bem-estar financeiro no time.
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Sou jornalista, publicitária e viajante nas horas vagas. Na Caju, minha missão é transformar textos complexos em conteúdos claros, acessíveis e que façam sentido para quem me lê. Acredito que a flexibilidade é fundamental em todos os aspectos da vida, por isso valorizo a liberdade de adaptação, tanto no trabalho quanto no cotidiano.
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