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Descubra o poder dos processos de feedback e 1:1 para melhorar a comunicação e desenvolvimento do time e veja também como implementá-los na sua empresa!
Se você lidera pessoas, provavelmente já sentiu que falta um espaço mais estruturado para conversar com cada colaborador, seja sobre o trabalho, sobre os desafios do dia a dia ou sobre o que eles precisam para crescer.
É exatamente aí que entram duas práticas que se complementam: o feedback e o one-on one. Em um primeiro momento, ambos parecem o mesmo estilo de conversa formal com o colaborador, mas diferem em pontos como momento e tipo de conversa.
Neste guia, vamos explicar o que são, por que importam, como aplicar e de que maneira essas práticas também ajudam as empresas a cumprir as exigências da nova NR-1, que passou a incluir os riscos psicossociais no trabalho como responsabilidade das organizações.
O one-on-one (também escrito como 1:1) é uma reunião individual e periódica entre um colaborador e sua liderança direta. Ao contrário das reuniões de equipe, o foco aqui é o progresso, desafios, metas e objetivos do trabalhador individualmente.
Durante um 1:1, o colaborador pode compartilhar como está se sentindo em relação ao trabalho, reportar o andamento de projetos, dar e receber feedback, fazer perguntas e expressar preocupações que talvez não fosse capaz de verbalizar em grupo. Para a liderança, é um momento de escuta ativa, orientação personalizada e construção de confiança junto à pessoa liderada.
Essas reuniões geralmente acontecem de maneira quinzenal ou mensal, com duração de 30 a 60 minutos, e devem ter uma pauta básica, mas com espaço para que o colaborador também traga os próprios tópicos.
Feedback é um processo de comunicação em que uma pessoa oferece à outra um retorno sobre o próprio desempenho, comportamentos ou entregas. No contexto empresarial, o feedback pode acontecer entre líderes e colaboradores, entre colegas de equipe ou até de maneira anônima, como nas avaliações 360º.
O feedback pode apontar erros, mas também reconhece conquistas, orienta o desenvolvimento e alinha expectativas entre empresa e empregado. Quando bem aplicado, é uma das ferramentas mais importantes para o crescimento individual e coletivo dentro de uma organização.
One-on-one e feedback se reforçam mutuamente. Um 1:1 sem feedback é apenas uma conversa informal. Um feedback sem o espaço adequado para acontecer perde impacto.
Juntas, as duas estratégias criam uma estrutura de comunicação contínua que beneficia tanto os colaboradores quanto a empresa em diferentes frentes, tais como:
Em 2024, o Ministério do Trabalho e Emprego atualizou a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) para incluir os riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Na prática, isso significa que as empresas passaram a ter a obrigação legal de identificar, avaliar e controlar fatores como estresse crônico, sobrecarga de trabalho, falta de autonomia, comunicação inadequada e relações interpessoais conflituosas.
Ignorar esses riscos pode resultar em multas, além de possíveis processos trabalhistas e danos à reputação da empresa. Mas, além da questão legal, há uma razão humana óbvia: colaboradores em ambientes emocionalmente inseguros adoecem, se afastam e produzem menos.
É aqui que o feedback e o one-on-one ganham ainda mais relevância. Essas práticas são, na essência, ferramentas de escuta ativa. E escuta ativa é o primeiro passo para identificar sinais de sofrimento psicológico no trabalho.
Um colaborador que se sente à vontade para falar com o próprio líder é muito mais propenso a sinalizar quando algo não está bem, antes que a situação evolua para um afastamento por questões de saúde mental.
Portanto, estruturar reuniões 1:1 e manter uma cultura de feedback são, também, estratégias para cumprir as exigências da NR-1.
Existem diferentes modalidades de feedback, e saber qual usar em cada situação é o que faz os líderes gerarem melhores resultados junto aos colaboradores.
Vamos conhecer algumas delas a seguir:
A forma como o feedback é entregue é tão importante quanto o conteúdo. Por isso, compartilhamos boas práticas para fornecer críticas construtivas e retornos sobre o trabalho do funcionário, gerando benefícios e evitando problemas de comunicação.
Verifique se o colaborador está disponível e num bom momento para a conversa. Uma abordagem respeitosa já muda o tom da interação.
Chegue ao feedback com exemplos concretos, dados e pontos claros. Improvisar pode gerar mensagens confusas ou injustas.
Iniciar com o que está funcionando bem cria um ambiente mais receptivo para a parte corretiva da conversa.
Por exemplo: “Você precisa melhorar a comunicação” é vago. Alterando para: “Na reunião da semana passada, o cliente ficou sem resposta por dois dias” é algo mais palpável.
O foco deve ser sempre na entrega ou na atitude, nunca na personalidade ou características pessoais do colaborador.
Feedback sem sugestão de melhoria é apenas uma crítica. Sempre encerre com um plano de ação ou com perguntas que ajudem o colaborador a encontrar seus próprios caminhos.
Feedbacks negativos e conversas sensíveis devem ficar restritos ao espaço do 1:1. Expor um colaborador na frente da equipe tem efeito oposto ao desejado.
Como estruturar um one-on-one eficaz
Um 1:1 produtivo não precisa ser longo, mas precisa ter intenção. Um roteiro simples pode ajudar, separando uma quantidade de tempo para cada ponto.
A seguir, veja uma estrutura simples e eficaz para conduzir uma reunião one-on-one com seu colaborador:
O 1:1 é uma via de mão dupla. Para que funcione bem, o colaborador também precisa estar ativo e preparado.
Isso significa chegar com tópicos para discutir, compartilhar progresso e dificuldades com honestidade, fazer perguntas, propor ideias e estar aberto para receber e dar feedback. Quanto mais o colaborador entende que esse espaço é dele, mais ele se apropria e mais produtiva a conversa se torna.
Começar do zero pode parecer difícil, mas a implementação pode ser gradual. Em 7 passos, sua empresa pode iniciar uma cultura de feedback efetiva, e nós explicamos como:
1. Conscientize as lideranças: antes de qualquer coisa, os gestores precisam entender o valor dessas práticas e estar comprometidos com elas. Explique os benefícios, mostre dados e, se possível, traga exemplos de empresas que já adotam essa cultura;
2. Defina a frequência dos 1:1: o ideal é que aconteçam com uma frequência definida, seja mensal ou quinzenal. Reuniões trimestrais, por exemplo, tendem a ser longas demais e perdem a agilidade necessária para acompanhar o dia a dia dos colaboradores;
3. Treine as lideranças: conduzir um 1:1 e dar feedback de maneira eficaz são habilidades que precisam ser desenvolvidas. Ofereça capacitação em escuta ativa, comunicação não violenta e gestão de desempenho;
4. Crie uma estrutura básica: defina um roteiro mínimo para os encontros e os tipos de feedback que serão adotados na empresa;
5. Comunique aos colaboradores: explique o que são os 1:1s, por que a empresa está adotando essa prática e o que se espera de cada um. Quanto mais transparente for essa comunicação, mais confortáveis os colaboradores se sentirão para participar;
6. Solicite feedback sobre o processo: à medida que a prática avança, pergunte para líderes e colaboradores o que está funcionando e o que pode melhorar. Use esse retorno para ajustar a abordagem;
7. Monitore e avalie: acompanhe indicadores como engajamento, turnover, afastamentos por saúde mental e clima organizacional. Eles ajudam a medir o impacto das práticas ao longo do tempo e, também, a documentar ações corretivas para evitar riscos que envolvem a saúde mental dos colaboradores.
Empresas que adotam feedback e one-on-one como práticas de maneira consistente criam um ambiente onde as pessoas se sentem seguras para falar, errar, aprender e crescer. Tudo isso resulta em um ambiente mais produtivo e resiliente, com colaboradores preparados para os desafios do mercado.
A norma exige ações contínuas para identificar e reduzir riscos psicossociais. Ignorar isso pode gerar multas, processos e prejuízos. Com a Caju, você resolve tudo de maneira simples e ainda fortalece o bem-estar do seu time.
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O 1:1 é uma reunião periódica que cobre vários temas. O feedback é mais específico: aborda um comportamento ou entrega pontual.
O ideal é quinzenal ou mensal. O mais importante é manter a regularidade.
Envie a pauta com antecedência e peça que ele chegue com pelo menos um tópico próprio. Perguntas abertas como “O que está travando seu trabalho agora?” ou “O que você quer desenvolver nos próximos meses?” ajudam a dar início à conversa.
Os principais sinais são queda no turnover, melhora no clima e aumento do engajamento. Para mensurar, acompanhe os dados junto ao RH da empresa e aplique pesquisas internas sempre que possível.
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Jornalista, redatora e revisora que adora ouvir e contar histórias. Cuidando do marketing de conteúdo da Caju, tem como missão levar informação de valor para a área de gestão de pessoas e contribuir para um mercado cada vez mais inovador e humano.
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