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Um plano de carreira bem estruturado pode ser a solução que a sua empresa busca para a retenção de talentos. Aprenda as melhores práticas para estruturá-lo!
Plano de carreira é o mapa que define para onde um profissional pode crescer dentro de uma empresa e quais habilidades precisa desenvolver para chegar lá.
Para o RH, estruturar e aplicar esse mapa é uma das estratégias mais eficazes para o engajamento de talentos.
Se você tem dúvidas sobre o assunto, fica por aqui para entender o que é plano de carreira, quais são os tipos existentes, como montar um do zero e qual é o papel do RH em cada etapa.
Plano de carreira é a estratégia que define as possibilidades de crescimento profissional de um colaborador dentro de uma organização. Isso envolve quais cargos pode alcançar, quais competências precisa desenvolver e quais critérios determinam a progressão.
É importante diferenciar dois contextos.
O plano de carreira individual, também conhecido como PDI, é desenhado pelo próprio profissional, com base nos seus objetivos, valores e aspirações pessoais.
Já o plano de carreira empresarial é estruturado pela organização, com trilhas, níveis e critérios claros para cada área.
Os dois tipos são complementares em uma estratégia de aumento do engajamento dos colaboradores.
Mais do que um documento de RH, o plano de carreira é um pacto de crescimento mútuo. A empresa se compromete a oferecer caminhos reais, enquanto o colaborador se compromete a evoluir como profissional para ser capaz de percorrê-los.
O melhor plano de carreira é o que faz sentido para a realidade da sua empresa, mas existem três tipos que são os mais utilizados nas organizações:
Cada um deles compreende os tipos de cargos que um profissional pode atingir na empresa e o nível de senioridade e responsabilidades.
Vamos explicar os detalhes a seguir:
Esse é o modelo mais tradicional e ainda o mais adotado. No plano de carreira em linha, o crescimento é linear, do nível de entrada ao topo da hierarquia. Um dos fatores mais relevantes costuma ser o tempo de serviço aliado à entrega de resultados.
É simples de comunicar, mas pode limitar profissionais que não querem ou não têm perfil para a gestão.
A carreira em Y é continuação da carreira em linha. Chega um ponto em que o colaborador escolhe se deseja seguir para a liderança de pessoas ou se aprofundar na especialidade técnica. Os dois caminhos têm reconhecimento e remuneração equivalentes.
É muito usado em empresas de tecnologia, jurídico e saúde, onde a expertise técnica tem valor estratégico independente da gestão.
Além das duas trilhas do modelo Y, existe uma terceira possibilidade, que é a gestão de projetos, ou carreira em W. O profissional combina liderança e conhecimento técnico sem precisar abrir mão de nenhum dos dois.
É uma escolha comum em empresas de consultoria, engenharia e desenvolvimento de produtos.
Além desses três, existem outros formatos, como a carreira em rede (com múltiplos caminhos possíveis) e a carreira horizontal (em que a evolução acontece em responsabilidades e remuneração, não em hierarquia).
O importante é escolher o modelo que reflete a estrutura real da empresa e comunicar isso com clareza para os colaboradores.
Essa é uma das confusões mais comuns na gestão de pessoas, e precisamos entender o que diferencia cada possibilidade e como se complementam.
Vamos entender o plano de carreira é o destino, que define os cargos possíveis, as competências necessárias em cada nível e os critérios de progressão dentro da empresa. É uma estrutura coletiva, que vale para todos na mesma trilha.
Já o PDI, Plano de Desenvolvimento Individual, é o que operacionaliza o plano de carreira para aquele colaborador específico, definindo quais habilidades ele precisa desenvolver, quais ações deve tomar, em qual prazo e como isso será acompanhado.
Ter um plano de carreira sem PDI é como mostrar o mapa sem ajudar a pessoa a traçar a rota, ou ter um destino mas não contar com uma ferramenta que mostre os caminhos. Um complementa o outro.
Para aprofundar o tema de desenvolvimento de lideranças como parte desse processo, vale conhecer os 6 Insights de Dave Ulrich para o RH, referência global em RH estratégico.
Criar um plano de carreira eficaz é uma construção que envolve escuta, mapeamento, alinhamento e revisão contínua do RH. Em 5 etapas, é possível organizar uma estrutura que funciona para diferentes tipos de empresa.
Explicamos cada ponto com detalhes a seguir:
Antes de definir trilhas, o RH precisa entender o que se espera em cada nível de cada área. Quais competências técnicas são inegociáveis? Quais soft skills de liderança são esperadas em posições de coordenação?
Esse mapeamento é a base de todo o plano para mapear os critérios de progressão e avaliação.
Com as competências mapeadas, é necessário estruturar os caminhos possíveis dentro de cada área. Defina os níveis, o que muda entre eles e o que o colaborador precisa demonstrar para avançar.
Quanto mais claro e objetivo for esse critério, menos conflito e frustração surgem no processo.
O plano de carreira precisa ser apresentado e discutido com todas as pessoas da empresa, de uma maneira clara e objetiva.
É nesse momento de escuta que o RH descobre quais são os objetivos reais dos colaboradores e pode verificar se eles estão alinhados com as possibilidades da empresa.
A partir do alinhamento coletivo, está na hora de construir junto com o colaborador e o gestor direto o PDI, com ações concretas, prazos definidos e indicadores que mostrem progresso.
Esse é o momento em que o plano de carreira vira realidade no dia a dia. Conectar esse processo a ciclos de gestão de desempenho ajuda a manter o ritmo e a consistência.
Objetivos mudam, a empresa evolui, novas competências surgem com o mercado e o plano de desenvolvimento deve acompanhar todas essas mudanças.
Revisões semestrais ou anuais, preferencialmente ancoradas nos ciclos de avaliação e feedback para equipes, garantem que o planejamento continue relevante e motivador.
É o RH que mapeia os cargos, define as competências esperadas em cada nível, estrutura os critérios de progressão e garante que o processo seja consistente e equitativo em toda a organização.
Planos de carreira bem gerenciados são também planos inclusivos, que garantem as oportunidades de crescimento para todos os colaboradores, acessíveis independentemente de perfil, gênero ou background.
Mas o RH não atua sozinho. São os gestores que colocam o plano em prática no dia a dia. Por isso, é muito importante realizar treinamentos para lideranças envolvendo conversas de carreira qualificadas com as equipes.
Um gestor que pratica uma liderança mais liberal e estimula a autonomia tende a apoiar melhor trilhas de especialização, onde o colaborador conduz seu próprio desenvolvimento.
Outro papel fundamental do RH é usar dados. Planos de carreira construídos com informações de desempenho, pesquisas de clima, mapeamento de competências e dados de mercado são mais realistas e mais eficazes do que os construídos por intuição.
Os dados revelados pelos líderes no Goles de Inspiração 2026 mostram o quanto as percepções de quem está na ponta importam para calibrar essa estratégia.
Um plano de carreira bem estruturado é uma alavanca direta de retenção de talentos e os dados confirmam isso.
Um levantamento do LinkedIn Workplace Learning Report mostra que 94% dos profissionais afirmam que permaneceriam mais tempo em uma empresa que investisse em seu desenvolvimento.
Outra pesquisa da Korn Ferry, divulgada pela Carta Capital, aponta que 67% dos trabalhadores escolheriam permanecer em uma empresa que oferecesse oportunidades de crescimento, mesmo que não estivessem totalmente satisfeitos com o trabalho atual.
Ao mesmo tempo, enquanto 69% dos líderes acreditam que os colaboradores têm um plano de carreira estruturado, apenas 27% dos profissionais concordam com essa afirmação, segundo o ManpowerGroup.
A mesma pesquisa mostra que o custo de reposição de um colaborador pode chegar a 50% a 200% do salário anual, dependendo do cargo e da senioridade.
Conectar o plano de carreira a uma política de benefícios competitivos fecha o ciclo. Profissional que cresce, que recebe reconhecimento e que tem acesso a benefícios alinhados com suas necessidades é o profissional que fica e que performa melhor enquanto está.
Construir planos de carreira sólidos começa com líderes bem preparados. Acesse a Trilha Liderança em Perspectiva da Caju e ajude os gestores da sua empresa a desenvolver pessoas com mais estratégia e clareza.
Aproveite e confira o Panorama do RH 2026 para entender mais sobre o cenário do setor no Brasil e como as empresas estão atuando para auxiliar os colaboradores no desenvolvimento de carreiras de sucesso.
Não existe uma legislação trabalhista brasileira que obrigue as empresas a formalizarem um plano de carreira. Mas empresas que estruturam trilhas claras reduzem turnover, aumentam engajamento e atraem profissionais mais qualificados.
O plano de carreira define os cargos possíveis, as competências necessárias e os critérios de progressão. O plano de desenvolvimento individual, ou PDI, define os objetivos, ações e prazos específicos do colaborador para avançar no plano.
O ideal é revisar ao menos uma vez por ano, preferencialmente junto com os ciclos de avaliação de desempenho e feedback, para acompanhar as mudanças do mercado de trabalho.
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