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Segurança no cartão de benefícios: como evitar golpes no início do ano
Por Cecilia Alberigi em
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A nova pesquisa do Goles de Inspiração para o RH 2026 revela como a IA impacta decisões, redefine competências e desafia o RH a equilibrar eficiência e humanidade.
A Inteligência Artificial deixou de ser um tema de futuro para se tornar uma realidade concreta no RH brasileiro. O que antes era visto como algo experimental ou distante hoje já impacta decisões, rotinas e até a identidade profissional de quem trabalha com gente.
Essa transformação é o foco da 2ª pesquisa do Goles de Inspiração para o RH 2026, realizada pela Cajuína em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC). O estudo revela não apenas o nível de adoção da IA no RH, mas também como ela está redefinindo competências, prioridades e o papel humano dentro das organizações .
Mais do que mapear ferramentas, a pesquisa ajuda a responder uma pergunta central: como usar IA para ganhar eficiência sem perder humanidade?
Segundo o levantamento, 68% das empresas já utilizam ou estão testando soluções de IA no RH. Em organizações com mais de mil colaboradores, esse número sobe para 82,6%, indicando que a tecnologia já faz parte da agenda estratégica das grandes empresas.

Esse dado confirma que a discussão não é mais “se” a IA será usada, mas como ela será integrada aos processos de gestão de pessoas. O RH brasileiro entrou em um ponto de inflexão: a tecnologia passa a influenciar desde atividades operacionais até análises mais complexas sobre pessoas e desempenho.
A adoção da IA segue uma lógica de maturidade. Ela começa em processos mais estruturados, com alto volume de dados e resultados mensuráveis, e depois se expande para áreas mais subjetivas.
Hoje, as frentes mais impactadas são:
Esses números mostram que a IA está sendo usada, sobretudo, para organizar, priorizar e dar escala ao trabalho do RH e não para substituir o olhar humano.
Leia também: Personalização no RH: dados inéditos do Goles de Inspiração para o RH 2026 mostram a transformação do setor
Os benefícios mais percebidos com o uso da IA no RH são claros. A pesquisa aponta que:
Ao automatizar tarefas repetitivas, a IA libera tempo para aquilo que realmente exige inteligência humana. Esse tempo economizado tem sido redirecionado principalmente para:
Na prática, isso significa que o RH começa a migrar de um papel operacional para um papel mais analítico, consultivo e estratégico.

Apesar do avanço, a pesquisa mostra que o nível de maturidade no uso da IA ainda é considerado baixo ou médio na maioria das áreas do RH. Isso indica que muitas empresas estão em fase de experimentação, utilizando a tecnologia de forma pontual, sem integração total aos processos.

Esse cenário é natural em ciclos de inovação, mas reforça a importância de planejamento, governança e desenvolvimento de competências internas para que a IA gere valor de forma consistente.
Pressão, preparo e capacitação: o lado humano da adoção
Um dos achados mais sensíveis do estudo é que 52,4% dos profissionais se sentem pressionados a trabalhar com IA no RH. A velocidade das mudanças, somada à expectativa por resultados rápidos, cria uma tensão real no dia a dia das equipes.
Ao mesmo tempo, apenas 53,4% das empresas já realizaram treinamentos formais sobre IA, embora 62,1% dos profissionais afirmem se sentir preparados. Esse contraste revela um risco: a familiaridade com ferramentas populares não substitui a formação técnica, ética e estratégica necessária para um uso responsável da tecnologia.
O maior risco apontado pelos respondentes, inclusive, não é a tecnologia em si, mas a falta de preparo dos profissionais, seguida por preocupações com vieses, privacidade de dados e questões éticas.
Apesar de toda a automação, o medo de substituição é baixo. Apenas 3,9% dos profissionais afirmam temer perder o emprego para a IA. Pelo contrário: 69,9% dizem que a tecnologia mudou a forma como enxergam o papel humano no RH.
A pesquisa mostra que o RH passa a atuar como:
A IA assume tarefas operacionais, enquanto o RH fortalece seu papel estratégico, relacional e interpretativo.
Quando questionados sobre as habilidades mais importantes para os próximos anos, os profissionais destacam:
Esses dados reforçam uma mensagem clara do Goles 2026: o futuro do RH é híbrido. Tecnologia e sensibilidade humana deixam de competir e passam a se complementar.
Os insights da pesquisa conduzida pela Cajuína e pela FDC mostram que a Inteligência Artificial já está transformando a gestão de pessoas no Brasil. Ela traz ganhos reais de eficiência, amplia a capacidade analítica do RH e libera tempo para decisões mais estratégicas.
Mas os dados também deixam claro: a tecnologia não resolve tudo sozinha. Sem preparo, governança e intencionalidade, a IA pode ampliar riscos em vez de gerar valor.
O papel do RH, portanto, se fortalece. Em um cenário de automação crescente, cabe à área garantir que inovação e humanidade caminhem juntas, e que a tecnologia amplifique, e não substitua, o cuidado com as pessoas.
Quer entender melhor como a Inteligência Artificial está impactando o RH brasileiro?
Acesse o Goles de Inspiração para o RH 2026 e confira a pesquisa completa, com dados, análises e reflexões em parceria com a Fundação Dom Cabral.
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Sou jornalista, publicitária e viajante nas horas vagas. Na Caju, minha missão é transformar textos complexos em conteúdos claros, acessíveis e que façam sentido para quem me lê. Acredito que a flexibilidade é fundamental em todos os aspectos da vida, por isso valorizo a liberdade de adaptação, tanto no trabalho quanto no cotidiano.
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