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Benefícios corporativos

Benefícios para colaboradores: o que faz uma empresa ser mais atrativa hoje

Benefícios deixaram de ser detalhe: hoje influenciam entrar, ficar ou sair de uma empresa. Descubra como autonomia, flexibilidade e bem-estar estão redefinindo o papel do RH e a escolha dos talentos.

Criado em

Atualizado em

por Cecilia Alberigi

Leia em 12 minutos

Os benefícios para colaboradores nunca tiveram tanto peso na decisão de entrar, ficar ou sair de uma empresa. 

Com um mercado de trabalho mais dinâmico e candidatos cada vez mais atentos à experiência oferecida, o pacote de benefícios tradicionais deixou de ser apenas um complemento do salário para se tornar um fator decisivo de escolha. 

Hoje, profissionais buscam empresas que entendem suas diferentes realidades e oferecem mais autonomia, flexibilidade e cuidado genuíno com o bem-estar. 

Esse movimento está diretamente ligado ao conceito de empowerment: quando o colaborador tem voz, escolha e controle sobre os benefícios que utiliza, a relação com a empresa muda. 

O RH, por sua vez, passa a ter um papel mais estratégico, conectando expectativas individuais aos objetivos do negócio. 

Entender essa transformação é o primeiro passo para construir uma proposta de valor mais atrativa, moderna e alinhada ao que os candidatos esperam das empresas hoje.

Vamos começar?

O que mudou na relação entre candidatos e empresas?

A relação entre candidatos e empresas passou por uma virada importante nos últimos anos. Se antes estabilidade e benefícios engessados eram suficientes, hoje as prioridades são outras. 

Flexibilidade, qualidade de vida, equilíbrio emocional e propósito ganharam espaço nas decisões de carreira.

Isso se reflete diretamente na forma como o pacote de benefícios corporativos são percebidos. 

Pacotes fixos, que tratam todos da mesma forma, perderam força. Em seu lugar, surgem modelos que oferecem liberdades de escolha e adaptação à rotina de cada pessoa.

Além disso, candidatos avaliam empresas como marcas (employer branding)

Eles observam a coerência entre discurso e prática, a experiência digital, a clareza na comunicação e o quanto a empresa respeita diferentes estilos de vida. 

Benefícios deixam de ser um “extra simpático” e passam a ser parte central da experiência do colaborador desde o processo seletivo, o que interfere diretamente na reputação das organizações.

Mas o que os candidatos esperam das empresas neste aspecto?

Leia também: Benefícios legais, negociais e espontâneos: entenda as diferenças para sua empresa

O que os candidatos realmente esperam dos benefícios corporativos?

Flexibilidade para usar o benefício de acordo com sua realidade, seja para alimentação, mobilidade, saúde, bem-estar ou desenvolvimento.

Simples assim. 

Quando olhamos para as expectativas atuais, fica claro que não existe mais um único modelo ideal de benefício. 

Além disso, cresce a valorização de benefícios que apoiem o bem-estar de forma integral:

Uma pesquisa recente da consultoria Robert Half mostrou que 84% dos profissionais gostariam de poder escolher seus próprios benefícios, refletindo a demanda por opções mais personalizadas e alinhadas às necessidades individuais. 

No entanto, apenas 21% dos colaboradores atualmente têm essa possibilidade nas empresas onde trabalham, revelando um grande descompasso entre expectativas e oferta real da flexibilidade no mercado. 

Isso evidencia que modelos tradicionais ainda estão longe de atender às preferências de grande parte da força de trabalho.

Outro ponto-chave é a experiência

Benefícios precisam ser simples de entender, fáceis de usar e digitais. Plataformas confusas, regras pouco claras e burocracia excessiva geram frustração e diminuem o valor percebido.

No fim das contas, os candidatos e os colaboradores esperam que os benefícios acompanhem a diversidade de perfis dentro das empresas e que reforcem a sensação de cuidado, autonomia e confiança na relação com o empregador.

O protagonismo dos benefícios para colaboradores

O contexto econômico também ajuda a explicar por que os benefícios para colaboradores ganharam tanto protagonismo. 

De acordo com o Guia Salarial 2026, da Michael Page, apenas 20% das empresas planejam oferecer aumento real de salário, enquanto 55% dos entrevistados veem os benefícios como essenciais para atrair e reter talentos. 

Com pouco espaço para reajustes, itens como bônus, plano de saúde, alimentação e previdência privada aparecem entre as principais prioridades dos profissionais, seguidos por programas de capacitação e desenvolvimento. 

A lógica é clara: benefícios têm custos mais variáveis e menor impacto tributário, além de responderem à demanda crescente por flexibilidade. 

Ainda assim, existe um descompasso importante: embora 42% dos candidatos considerem essencial ter benefícios flexíveis, 48% das empresas ainda oferecem pacotes padronizados, sem personalização, o que pode afetar o engajamento e aumentar a rotatividade.

Sim, o pacote de benefícios tradicionais é um obstáculo à atração e à retenção de talentos, o drama de muitos RHs e DPs.

Por que o pacote de benefícios tradicionais já não é suficiente?

Porque esse modelo tradicional já não acompanha a diversidade de perfis, rotinas e expectativas dos colaboradores.

Durante muito tempo, oferecer um pacote padrão de benefícios corporativos foi visto como algo “ok”. Vale-alimentação, vale-transporte e um plano de saúde resolviam o básico. 

O problema é que o mercado mudou, e as pessoas também.

Pacotes fixos partem da ideia de que todo mundo precisa das mesmas coisas. Na prática, isso raramente é verdade. 

Um mesmo benefício pode ser essencial para um colaborador e irrelevante para outro, o que gera desperdício de investimento e baixa percepção de valor.

Na pesquisa da Robert Half, temos um dados muito interessante: embora 57% dos profissionais se declarem satisfeitos com os benefícios que recebem, 76% gostariam de mudanças nos pacotes atualmente oferecidos, apontando um grande desejo por opções mais alinhadas às suas necessidades.

Isso mostra que o modelo tradicional enfrenta limitações relevantes. Entre as principais, estão:

  • Experiência burocrática e pouco digital;
  • Pouca ou nenhuma flexibilidade de uso;
  • Benefícios subutilizados ou ignorados pelo time;
  • Dificuldade de adaptação a modelos híbridos ou remotos;
  • Falta de personalização conforme momento de vida ou perfil.

Esse cenário impacta diretamente a atração e retenção de talentos. 

Candidatos comparam empresas não só pelo salário, mas pelo quanto os benefícios fazem sentido para sua realidade. 

Quando a oferta é engessada, a empresa perde competitividade e engajamento.

Mais do que oferecer benefícios, as empresas precisam entregar experiências relevantes. 

E isso só acontece quando o colaborador tem liberdade de escolha e sente que o pacote foi pensado para ele, não para “todo mundo igual”.

Benefícios para colaboradores como estratégia de employer branding

Employer branding é a estratégia de construção e gestão da reputação da empresa como empregadora, com o objetivo de atrair, engajar e reter talentos. 

E você sabia que os benefícios para colaboradores têm um papel cada vez mais estratégico na construção dessa marca?

Eles são um dos primeiros pontos de contato entre a empresa e o candidato e, muitas vezes, o fator que diferencia uma marca empregadora das demais. 

Quando bem estruturados, os benefícios comunicam valores, cultura e o quanto a empresa se preocupa, de fato, com as pessoas.

Uma estratégia de benefícios alinhada às expectativas atuais ajuda a empresa a:

  • Fortalecer a relação de confiança com o time;
  • Demonstrar coerência entre discurso e prática;
  • Se destacar em processos seletivos competitivos;
  • Aumentar o valor percebido da proposta de trabalho;
  • Reforçar uma imagem moderna e centrada no colaborador.

Benefícios flexíveis, digitais e personalizados mostram que a empresa entende diferentes realidades e respeita a vontade dos colaboradores. 

Isso impacta diretamente como a marca é vista no mercado, não só por quem trabalha ali, mas também por candidatos, parceiros e pela própria reputação da empresa como empregadora.

Leia também: Desvendando 8 mitos sobre benefícios flexíveis e cartões multibenefícios

Engajamento, atração e retenção de talentos: a experiência do colaborador

A experiência do colaborador começa muito antes do primeiro dia de trabalho e segue ao longo de toda a jornada dentro da empresa. 

Nesse contexto, um bom pacote com benefícios flexíveis exerce um papel central no engajamento, na atração e na retenção de talentos.

Quando os benefícios fazem sentido para a realidade das pessoas, o engajamento aumenta naturalmente. O colaborador se sente ouvido, valorizado e no controle das próprias escolhas. 

na atração, benefícios bem comunicados funcionam como um diferencial competitivo, influenciando diretamente a decisão de aceitar uma proposta.

Além disso, uma boa experiência reduz o turnover. Colaboradores que percebem valor nos benefícios tendem a permanecer mais tempo, criando vínculos mais fortes com a empresa. 

Entre os principais impactos positivos, estão:

  • Melhora no clima organizacional;
  • Relações de trabalho mais duradouras;
  • Redução de trocas frequentes de emprego;
  • Maior satisfação e sentimento de pertencimento.

No fim, investir na experiência do colaborador é investir em pessoas, e pessoas engajadas fazem empresas mais fortes.

Leia também: Programa de qualidade de vida no trabalho: como desenvolver com eficiência e engajamento

Experiência do colaborador: como saber se sua empresa está pronta?

A experiência dos profissionais dentro de uma empresa é construída nos detalhes do dia a dia, e os benefícios para colaboradores fazem parte disso. 

A pergunta que fica é: sua empresa oferece algo que os candidatos realmente querem usar?

Hoje, colaboradores esperam autonomia, flexibilidade e soluções que acompanhem sua rotina. 

Quando o pacote de benefícios não conversa com essa realidade, surge a frustração, o desengajamento e, muitas vezes, o desejo de buscar outras oportunidades.

Revisar a estratégia é um passo importante para entender se a empresa está preparada para as novas expectativas do mercado. 

Isso envolve ouvir as pessoas, analisar dados de uso e repensar modelos tradicionais.

Empresas que colocam a experiência do colaborador no centro conseguem criar relações mais transparentes, humanas e duradouras. 

E isso começa com escolhas simples, como permitir que cada pessoa use seus benefícios do jeito que faz mais sentido para ela.

Leia também: Como otimizar benefícios corporativos: estratégias práticas para o RH

Como a Caju atende às novas expectativas dos colaboradores

As expectativas dos colaboradores mudaram, e a Caju nasceu justamente para acompanhar essa transformação. 

Em vez de pacotes engessados, a proposta é oferecer benefícios para colaboradores flexíveis, simples de usar e centrados na experiência de quem está na ponta, sem complicar a gestão para o RH.

Na prática, a Caju permite que a empresa ofereça liberdade de escolha real ao colaborador, respeitando diferentes estilos de vida, momentos pessoais e prioridades. 

Tudo isso em um modelo que equilibra liberdade com controle.

Entre os principais diferenciais estão:

  • Autonomia sem perder governança: o RH define regras, categorias e políticas, mantendo controle e visibilidade sem microgerenciar escolhas;
  • Benefícios flexíveis e personalizados: o colaborador escolhe como usar o saldo de acordo com sua realidade, aumentando o valor percebido do benefício;
  • Experiência simples, digital e integrada: uma única plataforma concentra benefícios, bem-estar e despesas, facilitando a vida de quem usa e de quem administra.

Esse modelo transforma benefícios em uma experiência de valor, fortalecendo engajamento, satisfação e a relação entre empresa e colaborador.

Quer oferecer benefícios alinhados ao que candidatos e colaboradores realmente esperam?

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Benefícios que fazem sentido criam empresas mais fortes

Os benefícios para colaboradores deixaram de ser um diferencial e passaram a ser uma expectativa básica, especialmente quando falamos de flexibilidade, autonomia e bem-estar.

Empresas que entendem essa mudança saem na frente na disputa por talentos e constroem relações mais sólidas com seus times.

Ao abandonar modelos engessados e adotar soluções centradas no colaborador, o RH ganha mais estratégia, o Financeiro mais previsibilidade e as pessoas mais liberdade de escolha. 

O resultado é uma experiência mais coerente, moderna e alinhada ao que o mercado valoriza hoje.

Transformar benefícios em valor não é sobre oferecer mais, e sim sobre oferecer melhor. E isso só acontece quando a empresa coloca as pessoas no centro das decisões.

Que tal entender se seus benefícios são competitivos? Descubra com a Calculadora de Benefícios da Caju!

Perguntas frequentes

O que os candidatos mais valorizam nos benefícios das empresas?

Hoje, candidatos valorizam benefícios que oferecem flexibilidade, liberdade de escolha e cuidado real com o bem-estar. Eles buscam opções que se adaptem à sua rotina, momento de vida e prioridades, indo além do pacote tradicional engessado.

Benefícios corporativos ainda influenciam na decisão de aceitar uma vaga?

Sim, e cada vez mais. Os benefícios para colaboradores ajudam o candidato a avaliar se a empresa combina com seu estilo de vida e valores. Quando bem estruturados, podem ser decisivos na escolha entre duas propostas similares.

Benefícios flexíveis são mais atrativos que os tradicionais?

Na maioria dos casos, sim. Benefícios flexíveis aumentam o valor percebido porque permitem que cada colaborador escolha como usar o benefício de acordo com sua realidade, o que gera mais satisfação e engajamento.

Como os benefícios impactam a retenção de talentos?

Benefícios relevantes contribuem para o sentimento de valorização e pertencimento. Quando fazem sentido no dia a dia, ajudam a reduzir o turnover e fortalecem relações mais duradouras entre empresa e colaborador.

Quais benefícios melhoram a experiência do colaborador?

Benefícios que são fáceis de usar, digitais, transparentes e flexíveis têm maior impacto. Especialmente aqueles ligados a bem-estar, saúde, autonomia financeira e qualidade de vida.

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Cecilia Alberigi

Sou jornalista, publicitária e viajante nas horas vagas. Na Caju, minha missão é transformar textos complexos em conteúdos claros, acessíveis e que façam sentido para quem me lê. Acredito que a flexibilidade é fundamental em todos os aspectos da vida, por isso valorizo a liberdade de adaptação, tanto no trabalho quanto no cotidiano.

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