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Confira práticas, benefícios e exemplos de como valorizar a família, promovendo equilíbrio, bem-estar e uma cultura mais forte.
Conciliar carreira e vida familiar tem sido, historicamente, um desafio para milhares de profissionais no Brasil e no mundo. Nesse cenário, a forma como as empresas lidam com a parentalidade no trabalho se torna determinante para o bem-estar dos colaboradores e para a construção de ambientes inclusivos, saudáveis e sustentáveis.
A chegada de um filho, seja por nascimento, adoção ou guarda, redefine prioridades e exige uma nova organização da rotina, tanto no âmbito pessoal quanto profissional. As organizações precisam ter consciência disso até para conseguir a retenção de talentos que estão vivendo esse momento.
Neste guia, você vai entender a fundo a importância de apoiar a parentalidade nas empresas, os principais desafios enfrentados pelos profissionais que são mães, pais e cuidadores, além de conhecer práticas, exemplos e tendências que estão moldando o futuro do trabalho no Brasil. Confira os detalhes a partir de agora!
Atualmente, discutir a parentalidade no trabalho vai muito além da concessão de licenças legais. Trata-se de implementar uma cultura organizacional que reconhece e apoia as múltiplas dimensões da vida dos colaboradores, promovendo equilíbrio entre as demandas profissionais e os cuidados com os filhos.
A parentalidade no trabalho é um tema que impacta diretamente a qualidade de vida dos colaboradores, a produtividade e o próprio sucesso das organizações.
O fato é que empresas que oferecem políticas robustas de apoio à parentalidade registram menos turnover e aumento na satisfação dos funcionários.
Portanto, apoiar mães, pais e cuidadores não é apenas uma questão de responsabilidade social, mas uma estratégia inteligente de gestão de pessoas, com impactos positivos na produtividade, engajamento e construção de uma cultura organizacional mais humana.
Apesar dos avanços nas discussões sobre diversidade e inclusão, mães, pais e cuidadores ainda enfrentam diversos desafios no ambiente corporativo, especialmente quando precisam equilibrar as responsabilidades parentais com as demandas profissionais.
Aqui estão cinco dos principais desafios que todos precisam lidar no dia a dia:
Pais e, principalmente, mães costumam enfrentar uma jornada dupla: o expediente formal e os cuidados com os filhos. Essa sobrecarga gera estresse, exaustão e pode impactar diretamente o desempenho no trabalho e a saúde mental.
Essa jornada pode se tornar tripla quando incluímos os cuidados com a casa, para realizar limpeza e cozinhar. Para alguns, a jornada tripla ainda pode acontecer quando há a necessidade de ter um tempo para estudos, como em cursos de graduação ou pós-graduação.
Muitos ambientes corporativos ainda operam com rigidez em relação aos horários, ao modelo presencial e à falta de compreensão sobre as demandas familiares, o que dificulta o acompanhamento de consultas médicas, reuniões escolares ou imprevistos com os filhos.
Equilibrar horários de trabalho com os compromissos familiares pode ser extremamente difícil, especialmente quando os empregadores não oferecem flexibilidade.
Mães, especialmente, enfrentam o que se chama de “penalidade da maternidade”, uma realidade em que são vistas como menos comprometidas ou menos produtivas após terem filhos. Isso se reflete em menos promoções, salários menores e até demissões.
Redes de apoio familiares nem sempre estão disponíveis por conta desse preconceito, sobrecarregando os pais.
A pressão por desempenhar bem nas duas esferas, profissional e familiar, gera uma culpa constante. Pais e mães sentem que estão sempre deixando algo a desejar, seja no trabalho ou na criação dos filhos.
Há ainda pressão social para que cumpram perfeitamente os papéis de profissional e cuidador, o que pode levar ao estresse e burnout.
Muitas empresas não oferecem espaços adequados (como salas de amamentação), licenças estendidas, auxílio-creche ou suporte psicológico, o que torna o retorno ao trabalho ainda mais desafiador.
Esse tipo de desafio mostra que, sem uma atuação ativa do RH e das lideranças, muitos profissionais acabam precisando escolher entre a carreira e a vida familiar, uma decisão que nunca deveria ser necessária.
Felizmente, há uma série de práticas, políticas e benefícios que as empresas podem adotar para apoiar a parentalidade e construir ambientes mais acolhedores e produtivos.
Aqui estão as 10 principais medidas que podem ajudar a apoiar esses profissionais:
Ir além do mínimo exigido por lei, oferecendo licenças maternidade, paternidade e adotiva mais longas, tanto para mães quanto para pais e cuidadores. Isso incentiva que ambos os pais participem do cuidado com os filhos.
Permitir que os colaboradores ajustem seus horários (como entrada/saída ajustáveis), façam jornadas reduzidas ou trabalhem em modelos híbridos ou remotos, quando possível.
Oferecer auxílio financeiro para custeio de creches, que é o chamado auxílio-creche, ou até espaços dentro da empresa para acolher crianças, facilitando a rotina dos pais.
Criar espaços de apoio, como salas de amamentação, salas de descanso para gestantes e ambientes adequados para mães que estão em fase de aleitamento.
Disponibilizar suporte psicológico especializado para lidar com os desafios da parentalidade, como estresse, burnout, depressão pós-parto, entre outros.
Incentivar a criação de grupos de afinidade, como coletivos de mães, pais e cuidadores dentro da empresa, promovendo trocas, acolhimento e apoio mútuo.
Treinar gestores para lidarem com as especificidades da parentalidade, garantindo empatia, acolhimento e práticas de gestão que considerem essa realidade. Isso também faz parte do trabalho de gestão estratégica de pessoas.
Revisar os critérios de avaliação de desempenho, promoções e crescimento profissional, para que períodos de ausência por licença ou redução de carga não sejam interpretados como falta de comprometimento.
Ter programas estruturados de retorno após licenças, com adaptação progressiva, acompanhamento psicológico e suporte das lideranças. Isso é fundamental para garantir que mães e pais em licença não sejam prejudicados na carreira, com planos de retorno gradual e alocação justa.
Permitir que os funcionários acumulem horas extras para usar em emergências familiares ou compromissos escolares.
As empresas que investem em políticas e práticas de apoio à parentalidade colhem benefícios concretos, tanto no curto quanto no longo prazo.
Do ponto de vista dos profissionais, os principais benefícios são:
Já para as organizações, os benefícios de destaque são:
Além disso, empresas que apoiam a parentalidade têm melhores resultados em satisfação dos clientes, inovação e desempenho financeiro, como demonstram estudos da Great Place to Work.
Várias empresas no Brasil e no mundo já entenderam que apoiar a parentalidade é parte fundamental da estratégia de negócios.
Esses exemplos mostram que é possível e necessário ir além do que a legislação prevê, construindo ambientes corporativos mais justos e alinhados com as necessidades contemporâneas.
A Natura oferece licença parental de 40 dias para todos os gêneros, além de 180 dias para mães biológicas e adotivas. A empresa também possui programa de retorno ao trabalho e creche interna.
Adota uma política de licença parental igualitária de 6 meses, válida para mães, pais, adotantes e casais homoafetivos. Além disso, oferece suporte psicológico e jornada flexível.
O Boticário ampliou a licença paternidade para 120 dias e oferece apoio financeiro para colaboradores que fazem fertilização in vitro ou adoção.
Além de licença parental estendida, o Google oferece espaços de apoio como salas de amamentação, auxílio-creche e apoio psicológico, além de um programa robusto para o retorno ao trabalho.
Quando uma empresa adota uma postura ativa de apoio à parentalidade, esse movimento transforma profundamente sua cultura organizacional.
O cuidado com as pessoas deixa de ser discurso e passa a ser prática real, perceptível no dia a dia dos colaboradores.
Ao considerar as necessidades de mães, pais e cuidadores, a empresa se torna mais diversa e inclusiva, refletindo uma sociedade plural.
Colaboradores que se sentem acolhidos e respeitados tendem a se engajar mais, colaborar melhor e permanecer por mais tempo na organização.
O exemplo parte das lideranças, que desenvolvem a versão de liderança humanizada, realizando uma gestão mais empática, centrada no ser humano, e não apenas nas metas.
Ambientes que promovem equilíbrio entre vida pessoal e profissional são mais saudáveis, leves e colaborativos, o que reflete diretamente no clima organizacional.
No Brasil, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e outras legislações específicas garantem direitos relacionados à parentalidade. Conheça os principais:
Apesar desses avanços, muitos especialistas defendem que a legislação brasileira ainda precisa evoluir, especialmente na ampliação da licença paternidade e no reconhecimento de diferentes configurações familiares.
As tendências apontam para um futuro em que o apoio à parentalidade não será apenas uma política, mas parte integrante da cultura organizacional.
No mercado, essas são as tendências que estão se consolidando:
Empresas que adotarem essas práticas estarão mais bem posicionadas para atrair talentos, além de contribuírem para uma sociedade mais justa e igualitária.
Percebeu que falar sobre parentalidade no trabalho é, acima de tudo, falar sobre humanidade, empatia e responsabilidade social? As empresas que reconhecem que seus colaboradores são, antes de tudo, pessoas com vidas, famílias e necessidades diversas, constroem ambientes mais fortes, inovadores e sustentáveis.
Apoiar mães, pais e cuidadores não é um favor, é uma estratégia de negócios que gera retorno para todos os envolvidos: colaboradores, empresas e sociedade. No cenário atual, não há mais espaço para organizações que ignorem essa realidade.Que este conteúdo inspire empresas, profissionais de RH e lideranças a refletirem e agirem. O futuro do trabalho é mais humano e começa agora! Por isso, nossa última dica é para que você leia também o guia “RH do futuro: o que você precisa saber para não ficar para trás”.
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Sou jornalista, publicitária e viajante nas horas vagas. Na Caju, minha missão é transformar textos complexos em conteúdos claros, acessíveis e que façam sentido para quem me lê. Acredito que a flexibilidade é fundamental em todos os aspectos da vida, por isso valorizo a liberdade de adaptação, tanto no trabalho quanto no cotidiano.
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