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Quarta onda do RH: o que é, como surgiu e o que muda na gestão de pessoas
Por Cecilia Alberigi em
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O quiet quitting aponta problemas estruturais de engajamento e motivação dos colaboradores. Entenda o fenômeno e saiba como pode ser evitado na sua empresa.
Quiet quitting, ou demissão silenciosa, é um fenômeno que representa a desistência de colaboradores da realização de atividades que vão além do contratado, ou até mesmo passam a performar menos do que o habitual. Não tem relação com desvio de função, mas sim com uma falta de motivação para seguir desenvolvendo as atividades relativas ao cargo com excelência.
Claro, nem sempre estaremos disponíveis para entregarmos 110% todos os dias. É do ser humano. Mas, quando o desânimo e a falta de proatividade se tornam uma constante no comportamento do trabalhador, prejudicando as entregas, é hora da empresa ligar o alerta para o quiet quitting.
O termo ganhou força nos últimos anos, mas não é um comportamento novo. O que mudou é o contexto. Hoje, o quiet quitting está diretamente relacionado à saúde mental no trabalho e, no Brasil, à NR-1 revisada, que trata riscos psicossociais como obrigação legal do RH.
Neste artigo, você entende o que é, por que acontece, como identificar na equipe e como preveni-lo.
Quiet quitting é uma expressão em inglês que, em tradução livre, significa desistência silenciosa.
O fenômeno passou a ser nomeado, discutido abertamente e associado a uma crise mais ampla de engajamento e saúde mental no trabalho, o que também deu origem a variações do termo, como o loud quitting (quando o colaborador expressa a insatisfação abertamente, em vez de se calar) e o bare minimum Monday (fazer só o essencial às segundas-feiras, para amenizar a volta à rotina).
Em geral, é simples identificar as pessoas que estão passando pelo quiet quitting:
Apesar do nome, quiet quitting não é pedido de demissão. É a redução do esforço ao que foi estritamente combinado, mantendo o vínculo empregatício.
Isso não significa que a demissão não vá acontecer. O colaborador em quiet quitting pode pedir o desligamento caso um cargo mais interessante apareça, pode esperar ser desligado para repensar a carreira, ou simplesmente continuar do jeito que está, sem vislumbrar progressões de carreira.
O quiet quitting costuma ser um sinal de que uma dessas saídas está a caminho, mas não a demissão em si.
O quiet quitting está diretamente relacionado ao esgotamento dos colaboradores e ao desengajamento crônico. Segundo o relatório State of the Global Workplace, da Gallup, o engajamento global caiu para 20% em 2025, a segunda queda anual consecutiva já registrada. O baixo engajamento custou cerca de US$ 10 trilhões à economia global, o equivalente a 9% do PIB mundial.
Mas isso é culpa exclusivamente dos trabalhadores? Não necessariamente.
O quiet quitting está relacionado ao esgotamento dos colaboradores e crescente número de casos de burnout. Os afastamentos de trabalhadores em sofrimento por essas causas aumentaram cerca de 800% nos últimos 4 anos, segundo dados da Previdência Social.
Entre os principais gatilhos do quiet quitting, estão:
O quiet quitting pode impactar de algumas maneiras as relações trabalhistas. Veja a seguir!
Pessoas desengajadas e sem muito comprometimento acabam faltando do trabalho sem muita culpa, afinal, uma vez que fazem o mínimo, sabem que um dia ou mais de ausência não vai fazer com que fiquem sobrecarregadas. Isso acaba impactando nos resultados finais da empresa.
Mesmo que a pessoa passando pelo quiet quitting não seja desligada ou não peça demissão, ela pode fazer com que outros funcionários o façam, elevando as taxas de turnover.
Por exemplo, a pessoa que faz o mínimo pode fazer com que colaboradores engajados tenham mais entregas. Se esses engajados não são reconhecidos, podem buscar uma empresa que os reconheça mais. Assim, com rotatividade elevada, as empresas acabam se prejudicando, sejam com mais custos de contratação ou dificuldade de atrair novos talentos.
Um dos últimos impactos negativos do quiet quitting é a empresa com employer branding negativo, que faz com que a atração de novos não seja tão eficiente como se deseja e precisa.
Para evitar que o quiet quitting seja uma realidade em seu negócio, há algumas estratégias inteligentes que você pode seguir. Conheça melhor.
Colaboradores que não cumprem meta, não tem grandes ambições e não ajudam quando a empresa precisa inovar podem indicar um começo de quiet quitting ou o processo de quiet quitting já instalado. Assim, toda a atenção com esses colaboradores, incluindo reuniões de 1:1 com espaço e ambiente seguro para conversas são tão necessários.
Sabe a mentalidade de “vestir a camisa da empresa” a qualquer custo? Ou de trabalhar até mesmo nos finais de semana? Responder mensagens quando já não é mais o horário de trabalho? Tome cuidado com todas essas máximas.
Essa sobrecarga pode fazer com que os colaboradores fiquem esgotados e resolvam abraçar a ideia de quiet quitting. Isso se não sofrerem de ansiedade ou síndrome de burnout.
Excesso de problemas de saúde mental, seja depressão, transtorno de ansiedade ou burnout, podem indicar problemas internos e um aumento de quiet quitting.
A pessoa que está com alguma doença mental acaba não dando conta de excesso de trabalho e vai se “escondendo” nas tarefas de rotina. Por isso, é importante a cultura de ter um olhar humanizado para o colaborador.
Metas muito altas e que sejam quase impossíveis de atingir podem desengajar os colabores e aumentar os casos de quiet quitting na empresa.
A dica é ter metas possíveis e baseadas em dados reais. Além disso, a bonificação por resultados é uma forma interessante de garantir que as pessoas estejam se dedicando mais — pois sabem que serão beneficiadas.
Os sinais costumam ser sutis, mas ficam claros quando o RH e a liderança sabem o que observar:
Você tem percebido comportamentos do tipo na sua empresa? Para dimensionar o tamanho do problema antes de agir, use a Calculadora de Impacto de Saúde Mental da Caju, que estima o custo do desengajamento para o seu time.
Desde agosto de 2024, a NR-1, norma que trata do gerenciamento de riscos ocupacionais, passou a exigir que as empresas avaliem também riscos psicossociais, como sobrecarga, assédio moral e falta de reconhecimento, dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
A mudança veio pela Portaria MTE nº 1.419/2024, e depois de um período educativo, a fiscalização sobre o tema começou em 26 de maio de 2026.
Na prática, isso transformou o quiet quitting de tendência comportamental em sinal de risco legal. As empresas sem essa avaliação documentada ficam sujeitas a multas, que variam conforme o porte, e mais vulneráveis em processos trabalhistas relacionados a burnout e adoecimento psíquico.
Um time com muitos sinais de quiet quitting é, com frequência, um indício de que os riscos psicossociais mapeados pela NR-1 já estão presentes na empresa.
Por isso, vale conectar a prevenção do quiet quitting à estratégia de saúde mental no trabalho como um todo, e não tratá-los como temas separados.
Tem muita prática que sua empresa pode adotar ou intensificar para que o quiet quitting não seja a regra, e, sim, a exceção em uma organização. Confira algumas propostas!
Mostre para cada colaborador o que é esperado dele. Claro que existem as entregas básicas do dia a dia, mas também é esperado que eles tragam ideias, colaborem em grandes projetos… Tudo isso precisa estar especificado na job description, até porque, o combinado nunca sai caro, certo?
Tenha práticas de feedback com frequência, assim como reuniões de 1:1 e pesquisas sobre liderança e clima organizacional. Essa rotina de ouvir o colaborador aponta para as necessidades de melhoria.
Não adianta exigir que o funcionário vá além da job description se o líder não dá exemplo que se espera. A liderança precisa ser orientada para agir como exemplo prático do que se espera do funcionário, além de ser o elo entre gestão e equipe.
Só o salário não é mais suficiente. Benefícios flexíveis, dias de folga e pacotes de cuidado com a saúde física e mental são algumas das ferramentas mais eficazes para aumentar o senso de pertencimento e reduzir o desengajamento.
Vale conhecer o hub completo de benefícios corporativos para estruturar o pacote da sua empresa.
Não é todo funcionário que é mais rápido e faz entregas ótimas em tempo curto. Alguns levam mais tempo para entregar com a mesma qualidade. Por essa razão, identifique o perfil comportamental de cada colaborador e entenda que cada pessoa é diferente. Isso pode ajudar muito na questão de saúde mental também.
Se em reuniões de 1:1 e feedback foi comentado que a política de promoção não é transparente, se alguns colaboradores têm mais funções que outros na mesma hierarquia e demais problemas, isso precisa ser corrigido.
Mesmo que não seja do dia para a noite, é preciso buscar melhorias. Dessa forma, os funcionários sentem que suas insatisfações são levadas em conta.
Com o nosso cartão multibenefícios, você agrega qualidade de vida aos colaboradores e ajuda a diminuir o quiet quitting. Em um único cartão, é possível oferecer vale-cultura, alimentação, saúde, refeição e muito mais.
Para diagnosticar o engajamento do seu time antes que o quiet quitting se instale, veja como o Índice de Bem-estar e Saúde Mental e a Calculadora de Impacto de Saúde Mental da Caju podem ajudar. Fale com a gente e implemente sem custo!
É o fenômeno em que colaboradores passam a fazer apenas o mínimo exigido pelo cargo, sem esforço extra, iniciativa ou investimento emocional, mas sem necessariamente pedir demissão.
Sim, demissão silenciosa é o termo mais usado em português como sinônimo de quiet quitting. Apesar do nome, não significa que a pessoa vai se demitir. Provavelmente o profissional continua no cargo, apenas reduz o esforço ao estritamente combinado.
O colaborador pode ser demitido por quiet quitting?
Como a prática pode impactar avaliações de desempenho, dependendo da política da empresa, ser considerado na decisão de manter ou não o colaborador. Mas o desligamento por justa causa exige descumprimento comprovado de obrigações contratuais.
Baixa proatividade, pouca participação em reuniões, metas nem sempre batidas e execução no piloto automático são os sinais mais comuns — em times remotos, também vale observar câmeras sempre desligadas e respostas mínimas no chat.
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Entraremos em contato com as melhores soluções para sua empresa.
Coordenadora de Inbound Marketing e SEO
Rafaella é formada em Relações Públicas pela PUCRS e trabalha com comunicação e marketing digital desde 2014. Ao longo da carreira, passou por diferentes segmentos e se especializou em SEO, conteúdo e estratégias de aquisição, atuando com marcas como Lojas Renner, Samsung, Loggi e RD Station. Hoje, na Caju, lidera a estratégia de SEO, combinando análise de dados, conteúdo e visão estratégica para gerar tráfego qualificado e resultados para o negócio.
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