Como os líderes podem se preparar para os desafios de 2022

January 3, 2022
Recursos Humanos

Diante de tantas incertezas trazidas pela pandemia, tornar os ambientes de trabalho híbridos mais produtivos e cuidar melhor dos funcionários serão um dos maiores desafios para líderes e CEOs de qualquer setor em 2022. Por conta desse cenário de instabilidade em que o mundo vive atualmente, somente torcer para que tudo isso acabe, no entanto, pode não ser a melhor maneira de lidar com as implicações do contexto pandêmico. 

O conceito conhecido como “Paradoxo de Stockdale”, por exemplo, ensina que é preciso aceitar que as coisas são realmente difíceis e provavelmente ficarão assim por muito tempo, mas que, eventualmente, vão melhorar. E, enquanto isso, concentrar-se em melhorar os aspectos que estão sob o seu controle. É o que aconselha David Rock, cofundador da consultoria Neuroleadership Institute, em um artigo na Fast Company.

Segundo Rock, pensar dessa maneira é importante para permanecer focado, presente e produtivo. “Precisamos deixar de tentar criar uma falsa sensação de certeza”, diz o executivo. Mas isso não significa que não podemos ganhar um pouco mais de clareza, considerando as tendências que vêm surgindo por conta da pandemia e que podem trazer algum direcionamento para este novo ano. Por isso, Rock traz algumas questões que devem ser observadas em 2022 quando o assunto é liderança no mundo do trabalho. 

Regenerando talentos

A Grande Renúncia, fenômeno no mercado de trabalho dos Estados Unidos gerado por um grande volume de funcionários que se demitiram em massa, e o estado de descontentamento com a pressão do home office, aceleraram a necessidade de retenção de talentos. Para David Rock, muitas empresas ainda estão focadas apenas na resistência de uma força de trabalho esgotada física e mentalmente. Em vez disso, as companhias podem adotar “práticas regenerativas de talentos”, uma alusão à agricultura regenerativa. 

Assim como os métodos convencionais de cultivo, as práticas convencionais de gestão afetam psicologicamente o bem-estar e a produtividade dos funcionários - desde as avaliações de desempenho até cronogramas inflexíveis e exaustivos. Adotar uma abordagem regenerativa exige responder a perguntas como: “Como podemos realmente melhorar a vida das pessoas que trabalham conosco? Como elas podem ficar mais inteligentes, saudáveis e ricas durante seu tempo nesta empresa?”

Dados reais sobre práticas híbridas

Para o executivo, o trabalho 100% presencial já é coisa do passado. Isso porque o trabalho híbrido, um modelo de trabalho que vem sendo adotado por várias empresas, oferece inúmeras vantagens. Segundo Rock, as empresas podem recrutar de forma mais diversificada, renovar práticas de integração antiquadas e fornecer autonomia aos funcionários com horários flexíveis. Mas, em 2022, começaremos a ver a entrada de dados.

“Ao começar a compilar seus próprios dados híbridos, não se esqueça de focar nos resultados, o verdadeiro indicador de desempenho, em vez de esforço, que muitas vezes pode parecer pior no início”, destaca o CEO. “O trabalho híbrido é assim; é uma sensação ruim, mesmo que seja realmente bom para sua organização. Mas acertar coloca você na melhor posição para se adaptar rapidamente a qualquer coisa que surja no caminho.” Para ele, as práticas de trabalho flexíveis são a nova estratégia de preparação para desastres. 

Iniciativas mensuráveis de diversidade, equidade e inclusão

Desde o assassinato de George Floyd, as organizações têm trabalhado para implementar ações de diversidade, equidade e inclusão, mas se esquecem de estabelecer uma linha de base, alerta David. Dessa forma, torna-se difícil medir os esforços potencialmente potencialmente continuá-los. O executivo aconselha, entre outras medidas, criar hábitos no dia a dia da empresa e usar novas abordagens para mapear esses hábitos. 

Existem diversas formas de fazer isso, como o uso de termos específicos nas comunicações internas e realizar pesquisas para medir o impacto de suas habilidades internas, ajustando-as e aprimorando-as à medida que avançam, para garantir que mudanças reais aconteçam. Sem mudanças reais, os esforços de diversidade podem estar em perigo.”

Guerra contínua por talentos

A demissão em massa é um fenômeno que pode continuar em 2022, e a busca e retenção de talentos serão algumas das maiores narrativas nos negócios este ano. Mas para David Rock, os profissionais podem avaliar melhor onde e como encontrar os benefícios e recompensas que mais se adequam às suas necessidades pessoais e de trabalho. 

Segundo Rock, as organizações, por sua vez, podem perceber que as pessoas são tudo o que têm e que precisam delas para prosperar, levando a um rompimento da guerra contínua por talentos. Por fim, “estar disposto a se adaptar mais rapidamente a qualquer coisa é talvez a habilidade mais crítica de que todos precisam agora”, completa o especialista. 

Caju

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