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Benefícios corporativos

Auxílio-educação: o que é e como oferecer aos colaboradores

O auxílio-educação gera mais produtividade, engajamento e motivação para os colaboradores. Conheça as vantagens para as empresas.

Criado em

Atualizado em

por Rafaella Tedesco

Leia em 13 minutos

Auxílio-educação: o que é e como oferecer aos colaboradores

Auxílio-educação é um benefício corporativo não obrigatório por meio do qual a empresa subsidia, total ou parcialmente, os custos de formação dos colaboradores: cursos de graduação, pós-graduação, técnicos, idiomas e materiais didáticos. 

Esse benefício está previsto no Art. 458 da CLT, que determina que esses valores não integram o salário do funcionário, o que gera vantagem fiscal tanto para a empresa quanto para o colaborador.

Além das vantagens fiscais, essa é uma excelente maneira de ir além dos benefícios básicos e investir para aumentar os níveis de satisfação e motivação dos profissionais.

Pensando nisso, desenvolvemos um guia completo sobre o auxílio-educação, com o que está previsto na lei, a diferença entre outros tipos de benefícios voltados para a capacitação dos funcionários e dicas para implementar nas empresas. Acompanhe!

O que é auxílio-educação?

Como falamos, o auxílio-educação é um benefício concedido pelas empresas aos funcionários, voltado para aumentar a performance dos colaboradores e, consequentemente, o desempenho do negócio.

Esse benefício pode ser utilizado para custear cursos de graduação, pós-graduação e técnicos, cursos livres e de idiomas, além de livros e materiais didáticos, em instituição própria da empresa ou de terceiros. 

Nesse cenário, ao investir em estratégias de capacitação, a empresa promove o acesso a recursos para que os funcionários possam se desenvolver e entregar melhores resultados. Assim, com uma sinergia maior com o trabalho e sentindo-se grato pelos investimentos que recebem, os funcionários tendem a permanecer mais tempo na empresa que oferece o benefício.

Com ele, os diferentes departamentos e componentes que compõem uma empresa de sucesso continuam atualizados com o que há de conhecimento moderno nas suas áreas de atuação, permitindo que a empresa tenha desde um departamento de contabilidade eficiente e preciso até uma equipe de marketing que pode criar as melhores campanhas.

O que diz a CLT sobre o auxílio-educação

O fundamento legal do auxílio-educação está no Art. 458, §2º, II, da CLT (Decreto-Lei nº 5.452/1943), conforme o texto abaixo:

“§ 2º Para os efeitos previstos neste artigo, não serão consideradas como salário as seguintes utilidades concedidas pelo empregador: […]

II – educação, em estabelecimento de ensino próprio ou de terceiros, compreendendo os valores relativos a matrícula, mensalidade, anuidade, livros e material didático.”

Por lei, o auxílio-educação não compõe o salário do colaborador, é um benefício extra. A CLT também determina que o registro do auxílio-educação seja feito separado do salário na folha de pagamento.

Como não é um direito trabalhista, a concessão do auxílio-educação é facultativa e varia de empresa para empresa. As horas que o colaborador dedica aos estudos também não são consideradas jornada de trabalho, exceto quando a conclusão do curso é uma exigência da própria empresa, caso em que a CLT determina que essas horas sejam computadas.

Qual a diferença entre auxílio-educação, auxílio-faculdade e bolsa de estudo?

É comum as pessoas confundirem os conceitos de auxílio-educação, faculdade e bolsas de estudo, mas eles têm benefícios distintos e são disponibilizados de formas diferentes. Entenda a diferença entre eles:

  • O auxílio-educação é um benefício que oferece maior flexibilidade ao colaborador, já que ele pode decidir em qual instituição deseja utilizar o recurso. Além disso, com o benefício do auxílio-educação, é possível custear diferentes tipos de cursos, sejam eles presenciais, online, técnicos, de graduação e até mesmo de pós-graduação;
  • O auxílio-faculdade, como o nome prevê, é destinado apenas para o pagamento de cursos de graduação, geralmente relacionados com a função do profissional na empresa;
  • Já no caso das bolsas de estudo, trata-se de uma parceria com instituições de ensino, onde essas entidades oferecem descontos, que podem ser parciais ou integrais. As bolsas de estudo também podem ser abrangentes e serem utilizadas por familiares próximos dos colaboradores, como filhos e cônjuge.

Na prática, o auxílio-educação é o modelo mais flexível: a empresa paga diretamente pelos estudos, sem depender de convênio com uma instituição específica. 

Quer se aprofundar especificamente no benefício voltado ao ensino superior? Veja nosso guia sobre auxílio-faculdade.

Quais os benefícios do auxílio-educação para as empresas

Com os desafios crescentes na aquisição de talentos, investir no auxílio-educação é uma estratégia para atrair e reter os melhores talentos do mercado.

A seguir, detalhamos as sete principais vantagens de oferecer auxílio-educação para os colaboradores.

1. Melhora a produtividade

Como as pessoas tendem a se sentirem gratas pela empresa investir nelas, é comum que elas tentem compensar fazendo melhores entregas, e também com um volume maior do que o habitual.

É claro que, para aumentar a efetividade das entregas, é válido conferir se o curso escolhido pelo profissional está alinhado com as atividades que ele exerce na organização, ou pode ser aproveitado pela empresa em um plano de cargos e salários.

Com isso, você garante que o aperfeiçoamento promovido pelo curso realizado está relacionado aos produtos e serviços da empresa, o que gera melhores resultados para a organização.

2. Aumento do bem-estar dos funcionários

Com as pessoas satisfeitas, é natural que o clima organizacional seja mais positivo, o que colabora de forma direta para o aumento da produtividade, ao mesmo tempo em que contribui para elevar o bem-estar no ambiente de trabalho.

Com isso, a dinâmica de mais resultados tende a ser bem fluida dentro da companhia. Quando trabalhamos para fornecer a melhor capacitação, lembre-se que está valorizando não só o lado profissional como também está proporcionando um ganho para seus profissionais do ponto de vista pessoal.

3. Retenção de talentos

As pessoas gostam de se sentirem valorizadas no ambiente de trabalho, e quando isso acontece por meio do auxílio-educação, elas tendem a permanecer mais tempo na companhia, o que contribui para a redução das taxas de rotatividade de pessoal.

Assim, a empresa economiza com rescisões e também com a abertura de novos processos seletivos. Isso sem falar nos investimentos de onboarding de novos colaboradores e treinamentos para adequação na rotina da empresa.

Com esse benefício, fica claro para os profissionais que eles poderão continuar sua jornada de desenvolvimento de carreira com o apoio da empresa. Então por que pensariam em perder essa oportunidade?

4. Benefícios fiscais

Empresas que oferecem o benefício do auxílio-educação podem sim usufruir de vantagens fiscais na hora de realizar a Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda. O investimento realizado na capacitação dos funcionários pode ser deduzido como despesa para formação profissional de empregados.

Mas, para usufruir dessa vantagem, a empresa deve se certificar de que os cursos escolhidos pelos colaboradores tenham conteúdos que se relacionem com a atividade desenvolvida pela companhia, além de assegurar que esse benefício possa ser oferecido a todos os empregados da empresa.

5. Engajamento e motivação

Quando a empresa investe na capacitação das pessoas que fazem parte dela, esses profissionais tendem a se sentirem extremamente gratos, pois sentem que a empresa confia no potencial deles.

Com isso, é natural que haja uma aproximação entre organização e funcionário, integrando todas as partes envolvidas internamente na dinâmica empresarial.

Isso fomenta os sentimentos de pertencimento, fazendo com que os colaboradores se engajem mais em suas atividades, além de estarem mais motivados no dia a dia de suas tarefas. Como consequência, temos um clima organizacional mais favorável, o que gera melhores resultados.

6. Fortalece a marca empregadora

Ter uma marca empregadora forte é essencial para atrair e manter os melhores profissionais do mercado. Assim, ao oferecer benefícios como o auxílio-educação, os funcionários tendem a se sentirem mais valorizados, e passam a defender a marca, além de terem orgulho de compartilhar as experiências na companhia.

Isso quer dizer que a empresa passa a contar com divulgadores espontâneos da marca, o que colabora positivamente para a imagem da empresa como um bom lugar para se trabalhar. Isso ajuda a despertar o interesse de outros profissionais em fazer parte da empresa.

É por isso que você também pode incentivar os profissionais que recebem esse tipo de benefício a compartilharem em suas redes algum certificado ou conquista que obteve com o apoio desse benefício. Dessa forma, a rede de contatos desse profissional já consegue acompanhar os benefícios proporcionados pela empresa.

7. Dá autonomia para os profissionais

Outro elemento interessante do auxílio-educação é como ele pode fomentar a autodeterminação. A empresa entrega nas mãos dos profissionais o que é necessário para que sigam na sua jornada de aprendizado, deixando inclusive a tomada de decisão sobre qual caminho seguir nas mãos deles.

Quando alguém tem mais autonomia nessa escolha e no trabalho, é mais provável que seja feliz. Aprender é uma maneira poderosa de expressar suas próprias escolhas – sobre o que você faz fora do trabalho, as habilidades que desenvolve e as metas que estabelece para si mesmo.

Essa autonomia também é real do ponto de vista de disponibilização do benefício, principalmente quando há flexibilidade entre esse e outros tipos disponibilizados pela empresa.

Passo a passo para oferecer auxílio-educação na empresa:

Você entendeu todas as vantagens de contar com o auxílio-educação e deseja colocar isso em prática na sua empresa? Nós podemos ajudar!

Desenvolvemos um passo a passo simplificado para apoiar na execução. Confira, abaixo, como preparar a sua empresa para compartilhar esse novo benefício:

  1. Defina os tipos de curso elegíveis (graduação, pós, técnicos, idiomas, cursos livres);
  2. Estabeleça o valor mensal ou o percentual do custo que será coberto;
  3. Decida o modelo de pagamento (por exemplo: direto à instituição, reembolso ou cartão de benefícios);
  4. Documente as regras na política de benefícios da empresa;
  5. Comunique o benefício no onboarding e nos momentos de renovação de contrato;
  6. Registre o auxílio-educação separado do salário na folha de pagamento;
  7. Avalie as possibilidades de isenção fiscal de acordo com o valor e modelo fornecido;
  8. Faça pesquisas de controle com os funcionários para entender se o benefício está fazendo sentido e sendo bem utilizado. 

Lembre que as regras do benefício devem ficar documentadas na política de benefícios da empresa de maneira clara tanto para colaboradores quanto para eventuais fiscalizações. 

Para estruturar o benefício dentro das regras da CLT e sem risco de passivo trabalhista, baixe o Guia Caju de Segurança Jurídica.

Auxílio-educação tem benefício fiscal? Como calcular o limite

Sim, fornecer auxílio-educação gera benefícios fiscais para a empresa, mas é necessário entender três pontos importantes:

  1. Não integração ao salário (CLT): conforme falamos anteriormente, o valor do auxílio-educação nunca é considerado salário, para nenhum nível de ensino, sem limite de valor. Isso significa que ele não gera reflexo em férias, 13º ou FGTS.
  2. Isenção de contribuição previdenciária: essa isenção tem escopo mais restrito e aplica-se especificamente a plano educacional ou bolsa de estudo voltados à educação básica dos colaboradores e seus dependentes e à educação profissional e tecnológica vinculada às atividades da empresa (art. 214, XIX, do Regulamento da Previdência Social). 

Para se qualificar, o valor mensal não pode ser usado em substituição de parcela salarial, e não pode ultrapassar o maior entre os dois limites abaixo:

  • 5% da remuneração mensal do colaborador; ou
  • 1,5 vez o valor do limite mínimo mensal do salário-de-contribuição.

Vale o que for maior entre os dois. 

Cursos de graduação e pós-graduação que não se enquadrem como educação básica ou profissional/tecnológica vinculada à atividade da empresa não estão automaticamente cobertos por essa isenção específica de INSS, mesmo continuando isentos do conceito de salário para fins da CLT.

  1. Dedutibilidade no Imposto de Renda da empresa. O Regulamento do Imposto de Renda permite deduzir, como despesa operacional no Lucro Real, os gastos com formação profissional de empregados, desde que a Receita Federal considere o gasto necessário, usual e normal, e vinculado às atividades da empresa e do cargo do colaborador. 

Para aprender a montar um programa de multibenefícios que inclua o auxílio-educação de maneira eficiente, acesse o Curso de Gestão Estratégica de Multibenefícios.

Como a Caju pode ajudar a disponibilizar o auxílio-educação?

Como vimos, no mercado de trabalho atual, o auxílio-educação é um dos muitos incentivos que as empresas estão usando para atrair e manter os talentos.

Ele também pode ser o mais valioso dentro do seu pacote de benefícios, por isso é fundamental contar com uma solução completa que possa facilitar o processo de disponibilização para os profissionais. Esse é o caso da Caju!

A Caju é uma empresa de benefícios corporativos flexíveis, ou seja, aqueles que podem ser negociados com a empresa, conforme as preferências do colaborador. O modelo mais tradicional de disponibilizar o pacote de benefícios é com a administração por limite de pontos, em que o profissional pode montar o conjunto mais atraente para ele.

Além do auxílio-educação, é possível contar com outras soluções dentro do mesmo cartão de benefícios – que não têm tarifas e passa em todos os estabelecimentos que aceitam a bandeira VISA – a exemplo de:

Viu como o auxílio-educação pode trazer várias vantagens para empresas e também funcionários? Ao conhecer a legislação e contar com os parceiros certos, fica fácil implementar esse benefício na empresa, o que colabora para uma marca empregadora forte.

Se você gostou deste artigo sobre auxílio-educação, conheça a Caju e nosso leque de soluções para disponibilizar os melhores benefícios corporativos aos seus colaboradores!

Dúvidas frequentes sobre auxílio-educação

Como funciona o auxílio-educação nas empresas?

O auxílio-educação é fornecido pelas empresas aos funcionários de acordo com regras internas. Não existe uma regulamentação para o benefício, que pode ser disponibilizado em valores mensais ou em formato de reembolso.

Quem tem direito ao auxílio-educação?

Depende de empresa para empresa. Mas, em geral, são todos os funcionários que fazem parte das regras estabelecidas pela organização para fornecimento do auxílio-educação.

Qual é o valor do auxílio-educação?

As empresas costumam ofertar valores mensais que podem servir como subsídio ou pagamento de porcentagens do valor gasto pelo funcionário na formação. Também existe a possibilidade de reembolso. Então, o valor depende do tipo de formação realizada e das regras da empresa para o benefício.

O auxílio-educação tem benefício fiscal para a empresa?

Sim, em três frentes: não integra o salário (sem reflexo em férias, 13º e FGTS), pode ter isenção de contribuição previdenciária dentro dos limites legais para educação básica e profissional vinculada à empresa, e pode ser deduzido como despesa operacional no Imposto de Renda, desde que vinculado à atividade da empresa.

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Rafaella Tedesco

Rafaella Tedesco

Coordenadora de Inbound Marketing e SEO

Rafaella é formada em Relações Públicas pela PUCRS e trabalha com comunicação e marketing digital desde 2014. Ao longo da carreira, passou por diferentes segmentos e se especializou em SEO, conteúdo e estratégias de aquisição, atuando com marcas como Lojas Renner, Samsung, Loggi e RD Station. Hoje, na Caju, lidera a estratégia de SEO, combinando análise de dados, conteúdo e visão estratégica para gerar tráfego qualificado e resultados para o negócio.

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